30 de set de 2015

UFF, após mais de 120 dias de paralisação, decisão foi tomada após votação em assembleia no campus Gragoatá


Após mais de 120 dias de paralisação, decisão foi tomada após votação em assembleia no campus Gragoatá


Paralisação dos servidores da universidade já ultrapassava 120 dias.
Foto: Evelen Gouvêa

A greve dos professores da Universidade Federal Fluminense (UFF) terminou após mais de 120 dias de paralisação. A decisão foi tomada após votação em assembleia realizada, na tarde desta terça-feira, no campus Gragoatá. Com mais de 560 professores presentes, a maioria decidiu pelo retorno às atividades, que acontece na próxima segunda-feira, dia 5. Foram 464 votos a favor e 94 contra, com apenas 9 abstenções.


O vice-presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal Fluminense (Aduff), Gustavo Gomes, comemorou o desfecho da assembleia. Para ele, diante do cenário de ajuste fiscal, os acordos firmados com a direção da Universidade foram uma conquista.



“Consideramos que diante do panorama de crise econômica, ter conseguido negociar reajuste salarial em 10,8%, concessão de aumento em torno de 300% do auxílio-creche, que estava praticamente congelado; além dos reajustes do auxílio saúde, foi uma vitória. Mas também deixamos claro que é insuficiente a longo prazo. Vamos mais para frente organizar uma greve geral com os trabalhadores de outros setores para protestar contra os direitos sociais que estão sendo suprimidos com o ajuste fiscal”, afirmou Gustavo, que lembrou que algumas reivindicações da categoria ainda continuam sem um posicionamento como o retorno dos concursos públicos para docentes já aprovados pelo Ministério da Educação (MEC).


Apesar da categoria ter decidido pelo fim do movimento grevista, técnicos e demais servidores da universidade mantêm a paralisação. Ligia Martins, integrante da coordenação do Sindicato dos Trabalhadores da UFF (SintUFF), reiterou que o retorno dos docentes em nada influencia o movimento dos servidores, já que as reivindicações do grupo dependem de negociações com o Governo Federal.



“Já fizemos greve sem a participação dos professores. Lá na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por exemplo, os docentes já retomaram as aulas há um tempo e os técnicos continuam em paralisação. São categorias diferentes. Nesta quarta haverá uma reunião no Ministério do Planejamento, em Brasília, para discutir a condução da nossa greve. Somente o governo aprovando a nossa pauta, é que retornaremos”, afirmou.


De acordo com representantes da Aduff, será montado um comitê de mobilização permanente que irá mapear as necessidades de alunos e professores neste retorno às atividades. Segundo eles, há um contingente de funcionários terceirizados e de servidores que não aderiu à greve e que poderão dar o suporte mínimo para as aulas. Ainda de acordo com a Associação, o calendário letivo passará por ajustes com a Reitoria para que haja a reposição integral das aulas sem prejudicar os estudantes.

Fonte: OFluminense

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