11 de dez de 2018

Doenças cardíacas: tratamentos lideraram vendas em 2017


Em 2017, os medicamentos para o tratamento de doenças do coração foram líderes de vendas no Brasil. De acordo com dados da Anvisa, a indústria farmacêutica comercializou mais de 732,5 milhões de caixas de produtos para tratar problemas cardiovasculares no ano passado. Isso representou 16,5% do total de embalagens vendidas em todo o país (4,4 bilhões).
Este volume de vendas rendeu aos fabricantes desses medicamentos um faturamento de R$ 6,1 bilhões, o que equivale a 8,8% do valor global comercializado em 2017 (R$ 69,5 bilhões).
De acordo com a Organização Pan-americana da Saúde (Opas), as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), elas são responsáveis por cerca de 30% dos óbitos no Brasil. Dados do Ministério da Saúde mostram que, somente em 2017, houve mais de 1,1 milhão de internações na rede pública provocadas por problemas do aparelho circulatório.
Sistema nervoso
O segundo lugar no ranking dos tratamentos mais vendidos foi ocupado pelos medicamentos para doenças do sistema nervoso central, com um total de 680,5 milhões de embalagens comercializadas. O número representou 15,3% do total de caixas vendidas em 2017, além de um faturamento de R$ 10 bilhões (14,4%).
Alguns exemplos de doenças desse sistema são: doença de Alzheimer, doença de Parkinson, esclerose múltipla e epilepsia, entre outras. De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2017 foram registradas 190 mil internações pelo conjunto das diversas enfermidades relacionadas ao sistema nervoso.
Os medicamentos para tratar doenças do aparelho digestivo e metabolismo aparecem em terceiro lugar, com 615,6 milhões de caixas vendidas (13,8% do total) e um faturamento de R$ 9 bilhões (13%).
Câncer
Os dados sobre o mercado farmacêutico no Brasil também mostraram que, em termos de faturamento, os medicamentos para tratamento de câncer ficaram em primeiro lugar. Em 2017, os antineoplásicos e imunomoduladores foram responsáveis por mais de R$ 10,1 bilhões em vendas, o que correspondeu a 14,6% do total.
No entanto, a quantidade de embalagens comercializadas foi uma das menores: 18,7 milhões de caixas ou 0,4% do volume global. Isso ocorre porque os produtos destinados ao tratamento de neoplasias são mais caros.
De acordo com informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a estimativa é de que o Brasil registre cerca de 600 mil novos casos da doença, somente em 2018. Segundo o órgão, o tipo mais incidente é o de pele não melanoma, que é um tumor menos letal (165,5 mil casos novos). Depois deste, os dois tipos com maior número de casos são o de próstata (68,2 mil casos novos) e o de mama feminina (59,7 mil casos novos).
Princípios ativos
Segundo estatísticas da Anvisa, 20 princípios ativos tiveram as maiores vendas no mercado nacional em 2017. De acordo com os dados divulgados, o trastuzumabe e o adalimumabe foram as duas substâncias com maior destaque, com faturamento de mais de R$ 500 milhões cada.
O trastuzumabe é um anticorpo monoclonal indicado para o tratamento de câncer de mama e câncer gástrico avançado. Já o adalimumabe é um imunobiológico anti-TNF-alfa, indicado para o tratamento de artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante e doença de Crohn, entre outras enfermidades.
Na sequência do ranking, estão os princípios ativo da vacina pneumocócica (terceira posição), o infliximabe, usado para tratar algumas doenças autoimunes (quarta), e a vacina trivalente contra gripe (quinta).
Tempo no mercado
De acordo com a Anvisa, o nível de absorção das inovações da indústria farmacêutica pelo mercado pode ser medido pelo número de moléculas novas disponibilizadas para compra. Para essa análise, foram definidas três faixas de idade para as moléculas: até cinco anos; de seis a dez anos; e 11 anos ou mais.
Partindo dessas faixas, constatou-se que a maior parte dos princípios ativos e das associações comercializadas em 2017 está presente no mercado há mais de uma década (11 anos ou mais). Essas substâncias faturaram mais de R$ 55,2 bilhões (79,4% do total) no ano passado e responderam por 4,2 bilhões (95,4% do total) de apresentações comercializadas.
Em termos de faturamento, houve um aumento expressivo na representatividade de medicamentos com menos de seis anos no mercado. Entre 2016 e 2017, o percentual de participação desses produtos subiu de 2,7% para 7,7%. O dado indica que há crescente nível de absorção de inovações pelo mercado farmacêutico, em especial devido à entrada de novos medicamentos biológicos no país.
Anuário
Os dados são da terceira edição do Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico, produzido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) com base em informações de 2017. A publicação traça o perfil da indústria brasileira e traz dados detalhados sobre a quantidade de produtos farmacêuticos comercializados, faturamento, tipos de medicamentos mais vendidos, principais finalidades de uso dos produtos (tratamentos) e ranking das empresas produtoras, além de características regionais do mercado, entre outros tópicos.

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Fonte Anvisa: http://portal.anvisa.gov.br/noticias?p_p_id=101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU&p_p_col_id=column-2&p_p_col_pos=1&p_p_col_count=2&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_groupId=219201&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_urlTitle=doencas-cardiacas-tratamentos-lideraram-vendas-em-2017&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_assetEntryId=5139611&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_type=content

São Paulo é líder nacional do mercado farmacêutico

Estado faturou R$ 53,3 bilhões em 2017. Dados inéditos da Anvisa mostram que Rio de Janeiro, Goiás e Paraná também foram destaque no mercado de medicamentos.

O estado de São Paulo é líder nacional do mercado farmacêutico. De acordo com dados da Anvisa, em 2017 a indústria de medicamentos instalada no território paulista alcançou um faturamento de R$ 53,3 bilhões com a comercialização desses produtos. O valor correspondeu a 76,8% do total de vendas no mercado brasileiro, no mesmo ano.

O segundo lugar ficou com o Rio de Janeiro, estado onde a indústria farmacêutica faturou quase R$ 7,8 bilhões (11,2%). Na sequência, o destaque foi Goiás, ocupando o terceiro lugar, com faturamento de mais de R$ 3,1 bilhões (4,5%) em 2017. O Paraná ficou em quarto lugar, com vendas acima dos R$ 2,4 bilhões (3,5%).
Embalagens

Em número de embalagens, o estado de São Paulo também é líder. Em 2017, foram mais de 2,5 bilhões de caixas de medicamentos vendidas em todo o mercado nacional, ou 57,3% do total comercializado (4,4 bilhões).
Nesse ranking, Goiás subiu para a segunda posição, com um total de 866 milhões de embalagens comercializadas, o que representou 19,5% do mercado brasileiro. O Paraná ficou em terceiro lugar, com a venda de 347,5 milhões de caixas de medicamentos (7,8%). O estado do Rio de Janeiro apareceu em quarto lugar (248,7 milhões de unidades ou 5,6% do total).
Distribuição geográfica

Ao todo, 14 estados brasileiros contam com parques industriais para a produção de medicamentos. Além de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Paraná, também entram na lista, além do Distrito Federal, os seguintes estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

A indústria farmacêutica, portanto, está distribuída geograficamente por todas as regiões do país, sendo que todos os estados do Sudeste e Sul contam com empresas instaladas. Nas demais regiões, a distribuição é a seguinte: quatro estados na região Nordeste (BA, CE, PE e PI), dois na Centro-Oeste (GO e DF) e um na região Norte (AM).

Um conjunto de 214 empresas instaladas nesses regiões e estados tiveram um faturamento global de R$ 69,5 bilhões em 2017, com a venda de mais de 4,4 bilhões de caixas de medicamentos no país. Como líder do mercado, São Paulo é o estado com maior concentração de empresas em seu território (119).


Desoneração de tributos

De acordo com a Anvisa, mais de 2,8 bilhões de embalagens vendidas no país foram desoneradas dos tributos do PIS/Cofins. Esta quantidade correspondeu a 65% das apresentações comercializadas e representou 70% do faturamento global (R$ 48,7 bilhões) da indústria. Esse dado evidencia que a maior parte dos medicamentos no país são vendidos com a desoneração de praticamente todos os tributos federais, o que tem impacto direto no preço final para o consumidor.
Anuário

Os dados são da terceira edição do Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico, produzido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) com base em informações de 2017. A publicação traça o perfil da indústria brasileira e traz dados detalhados sobre a quantidade de produtos farmacêuticos comercializados, faturamento, tipos de medicamentos mais vendidos, principais finalidades de uso dos produtos (tratamentos) e ranking das empresas produtoras, além de características regionais do mercado, entre outros tópicos.

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Por: Ascom/Anvisa
Publicado: 30/11/2018 16:21
Última Modificação: 30/11/2018 16:32

fonte Anvisa:

http://portal.anvisa.gov.br/noticias?p_p_id=101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU&p_p_col_id=column-2&p_p_col_pos=1&p_p_col_count=2&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_groupId=219201&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_urlTitle=sao-paulo-e-lider-nacional-do-mercado-farmaceutico&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_assetEntryId=5149551&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_type=content

Executivos otimistas com Bolsonaro querem gerar 1 milhão de empregos

Campanha foi lançado pelo Movimento Brasil 200, criado por Flávio Rocha, da Riachuelo. Luciano Hang, da Havan, também participa.



Em uma iniciativa inédita, um grupo de empresários brasileiros lança na próxima segunda-feira uma campanha de mobilização para gerar pelo menos 1 milhão de vagas formais no primeiro mês de 2019. Chamado de “Empregue +1 – Empresários unidos a favor do emprego”, o movimento sugere que cada empresa, das micro às grandes companhias, abra pelo menos uma vaga.

Gabriel Kanner, presidente do Movimento Brasil 200, entidade que lidera o programa, diz que há 22 milhões de CNPJs no País e, “se tivermos adesão de 5% deles, serão 1 milhão de vagas”. Segundo ele, a ideia “é ter um impacto grande na geração de empregos já no começo do ano”, coincidindo assim com o início do governo de Jair Bolsonaro.
fonte e texto retirado na integra do site: https://exame.abril.com.br/economia/executivos-otimistas-com-bolsonaro-querem-gerar-1-milhao-de-empregos/

Avianca Brasil pede recuperação judicial

O pedido foi feito com urgência, porque a companhia aérea está sob risco de paralisar suas operações e de devolver aeronaves


A Avianca Brasil entrou com um pedido de recuperação judicial nesta segunda-feira, 10. O pedido de recuperação de dívidas de 50 milhões de reais foi aberto na 1a Vara Empresarial de São Paulo, segundo EXAME apurou.

A assessoria de imprensa da companhia nega o pedido de recuperação. O pedido corre em segredo de justiça e em caráter de urgência. A expectativa é que o juiz dê um parecer até amanhã, segundo apurou EXAME.

O pedido de urgência foi feito porque a companhia aérea está sob risco de paralisar suas operações. Endividada, a empresa sofre pressão para devolver aeronaves arrendadas por falta de pagamento. Ela corre risco de devolver 11 aviões, quase 18% de sua frota, para a Constitution Aircraft, empresa de leasing.

De acordo com o Estadão, a Avianca no Brasil enfrenta dificuldades para pagar fornecedores e aeroportos. A dívida com todos os aeroportos brasileiros pode chegar a mais de 100 milhões de reais, diz o jornal.

Já com bancos, a companhia levantou 130,7 milhões com bancos como ABC, Daycoval, Safra e Fibra. Esse empréstimo elevou sua dívida para 306 milhões de reais.

A empresa é a quarta maior do mercado nacional e tem participação de mercado de quase 14%.

A Avianca Brasil e a Avianca, colombiana, são duas empresas distintas. A United Airlines fechou, no início do mês, uma parceria com a Avianca e a Copa Airlines. Entre os novos serviços oferecidos, estão novas rotas sem escala e redução no tempo de viagens. O Brasil e a operação da Avianca Brasil não foram incluídos nesse acordo.

A companhia colombiana é controlada pelo empresário Gérman Efromovich e a brasileira, pelo seu irmão, José Efromovich. As duas têm planos de fusão e montaram, em 2017, um grupo de trabalho para estudar a união dos negócios — é o terceiro em sete anos. Os planos, no entanto, foram postergados por mais 18 meses em abril.

fonte e texto copiado na integra do site: https://exame.abril.com.br/negocios/avianca-brasil-pede-recuperacao-judicial/

28 de nov de 2018

Laborafe/PDC recebe certificado de excelência Laboratorial referente avaliação de 2018

O Laboratório de Análises Clinicas da Unigranrio, o Laborafe/PDC, acaba de conquistar de forma consecutiva nos últimos 27 anos a certificação máxima "EXCELENTE" no Programa Nacional de Controle de Qualidade - PNCQ.



O Laborafe/PDC não para de crescer, hoje possui além do laboratório central, localizado no Campus I da Unigranrio em Duque de Caxias, mantém dois outros postos de coletas, um dentro da POLICLÍNICA DUQUE DE CAXIAS - PDC de Duque de Caxias e o outro nas dependências da PDC da Barra da Tijuca, para o próximo ano (2019) já esta previsto a abertura de mais um posto de coleta do Laborafe/PDC, desta vez dentro do Campus da Unigranrio em Santa Cruz da Serra.

Foto: LABORAFE/PDC da Barra da Tijuca. 
A qualidade é fruto de constantes investimentos em tecnologias de pontas e de profissionais altamente qualificados, justifica o Prof. José Roberto Lannes Abib, que esta na direção do Laborafe/PDC há 27 anos.
Não podemos deixar de lembrar e agradecer aos profissionais que com dedicação, comprometimento e muito trabalho conquistaram esta certificação, meu muito obrigado a toda a família Laborafe/PDC. 

Farmacêuticos:

* Dra Alessandra Nascimento da Silva
* Dra Amanda de Melo Souza
* Dra Clarisse Macedo Mota
* Dra Gabriela de Oliveira Evaristo
* Dr José Roberto Lannes Abib
* Dra Jussara Braz de Oliveira
* Dra. Natalia Dantas do Vale de Lima
* Dra Rosangela Oliveira Damasceno

Biólogo:

* Carlos Eduardo Pontes Graça

Equipe de Apoio administrativo:

* Crislainy Alves de Barros 
* Raquel Venâncio Malheiros
* Sabrina Rangel Lima

Endereços :

* Campus I da Unigranrio, entrada pela Rua General Venâncio Flores S/N - TEL 2672-7728
* PDC Barra da Tijuca, Avenida Ayrton Senna, 3383 - Barra da Tijuca - TEL 3780-2500
* PDC Duque de Caxias, Avenida Brigadeiro Lima e Silva, 1783 - 25 de Agosto TEL: 3780-2500






30 de out de 2018

Justiça extingue ação do Cofen contra resolução do CFF sobre vacinas

A Justiça Federal extinguiu ação do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), que pedia a declaração de inconstitucionalidade da Resolução/CFF nº 654/18, que estabelece as regras para a atuação do farmacêutico na prestação do serviço de vacinação. A decisão é do juiz federal WALDEMAR CLÁUDIO DE CARVALHO, titular da 14ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, que acolheu os argumentos apresentados pela Assessoria Jurídica do Conselho Federal de Farmácia (CFF)

Com a decisão, permanece em pleno vigor, a norma do CFF, que estabelece os critérios os critérios a serem seguidos pelos conselhos na autorização da atuação dos farmacêuticos nos serviços de vacinação. A normativa veio regulamentar a Lei nº 13.021/14, que autoriza a vacinação em farmácias, e a RDC Anvisa nº 197/2017, que define os requisitos para funcionamento de serviços de vacinação humana no país.

Na avaliação do presidente do Conselho Federal de Farmácia e conselheiro federal de Farmácia pelo estado do Pará, "a decisão tomada pelo juiz federal foi lúcida e correta, pois trata-se de uma resolução muito bem fundamentada e que traz, em seu bojo, uma grande preocupação em garantir as condições necessárias à excelência dos serviços de vacinação prestados por farmacêuticos, bem como em assegurar à população a ampliação do acesso às vacinas, com a qualidade que ela precisa e merece"

Leia a íntegra da decisão AQUI. 
Fonte: Comunicação do CFF
http://www.cff.org.br/noticia.php?id=5064&titulo=Justi%C3%A7a+extingue+a%C3%A7%C3%A3o+do+Cofen+contra+resolu%C3%A7%C3%A3o+do+CFF+sobre+vacinas

25 de out de 2018

5 alimentos que a ciência já comprovou que fazem mal


Alimentos que fazem mal: refrigerante

Salgadinho de pacote, bolacha recheada, refrigerante, embutidos, macarrão instantâneo. Por que insistimos em comer alimentos que sabemos que fazem mal?

De baixo custo e fácil acesso, os produtos ultraprocessados são consumidos por muitos brasileiros mesmo a ciência já tendo provado as consequências negativas para a saúde, como o favorecimento de doenças do coração, vários tipos de câncer, obesidade e outras doenças crônicas.

O Relatório da Organização Mundial da Saúde “Alimentos e bebidas ultraprocessados na América Latina: tendências, efeito na obesidade e implicações para políticas públicas” destaca que os ultraprocessados são a provável principal causa alimentar para o aumento de peso e de doenças crônicas em diferentes regiões do mundo. E isso é cada vez mais reconhecido por pesquisadores em nutrição e saúde pública.

Os males provocados pelos ultraprocessados também são conhecidos dos especialistas em tecnologia de alimentos e executivos da indústria – embora a publicidade insista em veicular informações incorretas ou incompletas sobre esses produtos, atingindo sobretudo crianças e jovens. Com baixa qualidade nutricional, mas equivocadamente vistos como sendo saudáveis, são normalmente muito saborosos, por isso podem ser consumidos em excesso e causar dependência.

“A ideia que a publicidade passa de serem produtos mais práticos e saudáveis influencia bastante na escolha do público. Sem as informações corretas, muitas pessoas acreditam que estão comendo produtos de qualidade, que podem fazer bem”, afirma a nutricionista Lívia Bacharini Lima. “Devemos conscientizar a população sobre os riscos de uma alimentação não saudável, o que inclui diminuir e evitar os ultraprocessados”, salienta.
5 alimentos que fazem mal à saúde

Para ajudá-lo a assimilar de vez os malefícios dos ultraprocessados, o Saúde Brasil reuniu cinco alimentos que trazem em sua formulação aditivos como conservantes, estabilizantes, corantes, edulcorantes e aromatizantes, além do excesso de ingredientes como gordura vegetal hidrogenada, açúcar e sódio. Conheça os males e consequências negativas para a saúde associados ao consumo excessivo de:
Salgadinhos de pacote

Salgadinhos de pacote geralmente são ricos em gorduras do tipo vegetal hidrogenada (gordura trans). Embora seja feita a partir de óleos vegetais, a gordura trans é tão ou mais prejudicial à saúde que as gorduras saturadas. Também contém muito sódio, o que os torna mais palatáveis e atrativos. Entretanto, seu consumo habitual e contínuo traz riscos para a saúde, favorecendo a incidência de doenças do coração e obesidade.
Bolacha recheada

Bolachas doces ou recheadas são ricas em açúcar simples. O açúcar é utilizado para adoçar e preservar alimentos e bebidas industrializados (processados e ultraprocessados), mas não é necessário ao organismo humano, pois a energia que fornece pode ser facilmente adquirida pelos grupos de alimentos fonte de carboidratos complexos (amidos). Mas o ser humano, desde que nasce, tem preferência por alimentos com sabor doce, o que explica o grande consumo e predileção por eles. Biscoitos recheados também são ricos em gorduras, em geral do tipo trans, o que agrega ainda mais risco ao consumo exagerado e contínuo.
Embutidos

Produtos derivados de carne, como nuggets, hambúrguer, salsicha, salame, linguiça, presunto, mortadela e peito de peru, possuem quantidades elevadas de gordura saturada e sódio, devendo ser evitados. Geralmente de baixo custo e longa duração, são práticos e tendem a ser preferidos quando não há a informação adequada sobre o risco de sua ingestão habitual. O consumo elevado de embutidos é considerado fator de risco para várias doenças, além de prejudicar a saúde global, uma vez que são alimentos de baixa qualidade nutricional.
Refrigerante

São bebidas industrializadas adoçadas que possuem quantidades elevadas de açúcar e baixo teor de nutrientes importantes para a manutenção da saúde. O consumo excessivo de refrigerante aumenta o risco de doenças como obesidade, hipertensão arterial, diabetes e doenças do coração. Em substituição a esses produtos, é aconselhável o consumo de frutas in natura.
Macarrão instantâneo

Conferindo o rótulo de um Miojo de 85g, encontramos mais de 30 ingredientes, a maioria deles aditivos químicos. “Costumo dizer que se um produto tem muitos nomes estranhos que não reconhecemos quando lemos, não pode ser considerado um alimento. Então é preciso evitar o consumo excessivo desse tipo de produto e valorizar a comida de verdade, em que reconhecemos os alimentos e ingredientes. Vamos descascar mais e desempacotar menos”, instrui a nutricionista Lívia Bacharini.

Como trocar ultraprocessados por alimentos in natura?

A regra de ouro para uma alimentação adequada e saudável, de acordo com o Guia alimentar para a população brasileira, é clara: “prefira sempre alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias a alimentos ultraprocessados”. Ou seja:
Opte por água, leite e frutas no lugar de refrigerantes, bebidas lácteas e biscoitos recheados.
Prefira a comida feita na hora (caldos, sopas, saladas, molhos, arroz e feijão, macarronada, refogados de legumes e verduras, farofas, tortas).
Evite produtos que dispensam preparação culinária (macarrão instantâneo, sopas e salgadinhos de pacote, pratos congelados prontos para aquecer, sanduíches, frios e embutidos, molhos industrializados).
Fique com as sobremesas caseiras, dispensando as industrializadas.

 fonte e texto retirado na integra do site: https://saudebrasilportal.com.br/eu-quero-me-alimentar-melhor/destaques/1365-5-alimentos-que-a-ciencia-ja-comprovou-que-fazem-mal