31 de jan de 2017

ANVISA CONTESTA FANTÁSTICO, DA GLOBO, E ASSEGURA QUE GENÉRICO É SEGURO

A Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) divulgou uma nota nesta segunda-feira 30 para rebater reportagem do Fantástico, da TV Globo, veiculada neste domingo 29, que divulgou um teste feito com três princípios ativos mais consumidos no país em 2015, produzidos por nove laboratórios que fabricam 15 dos remédios mais vendidos
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247 - A assessoria de comunicação da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) divulgou uma nota nesta segunda-feira 30 para rebater reportagem do Fantástico, da TV Globo, veiculada neste domingo 29, que divulgou um teste feito com três princípios ativos mais consumidos no país em 2015, produzidos por nove laboratórios que fabricam 15 dos remédios mais vendidos.
O teste questiona a eficácia dos remédios. "O assunto preocupa médicos e pacientes", diz a reportagem. A Anvisa afirma no comunicado que o laboratório que fez os testes a pedido do Fantástico não é habilitado para efeito de análise fiscal, como informou o programa da Globo. A agência também demonstra "espanto" sobre o fato de não terem sido feitos testes de bioequivalência, "que é, em todo o mundo, o teste mais importante e conclusivo para definir se um genérico é realmente equivalente ao medicamento de referência".
Confira a íntegra da nota:
A respeito da matéria “Fantástico testa a qualidade dos genéricos mais vendidos no Brasil”, exibida pelo programa na TV Globo neste domingo (29/01), na qual foram avaliados quinze medicamentos genéricos com os princípios ativos dipirona sódica, losartana potássica e sildenafila, a Anvisa esclarece:  
O Centro de Estudos e Desenvolvimento Analítico Farmacêutico (CEDAFAR) da Universidade Federal de Minas Gerais, contratado pela produção do Fantástico para os estudos, nunca foi habilitado pela Anvisa para realizar testes em medicamentos para efeito de análise fiscal. A análise fiscal, que é efetuada em drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, destinada a comprovar a sua conformidade com a fórmula que deu origem ao registro, segue regras definidas pela Agência, garantindo-se sempre a coleta de três conjuntos de amostras do medicamento a ser analisado; a possibilidade de o teste ser acompanhado por um perito indicado pela empresa; e sua realização exclusivamente em laboratório habilitado para esse fim. Esse rigor é necessário para evitar concorrência desleal entre fabricantes, que poderiam encomendar testes em laboratórios não habilitados apenas para gerar dúvidas sobre produtos concorrentes.
O CEDAFAR é habilitado pela Agência, assim como outros laboratórios, apenas para realizar ensaios de equivalência farmacêutica visando o processo de registro de medicamento. Esses testes são, depois de realizados, analisados tecnicamente pela Anvisa, que verifica sua consistência técnica, juntamente com outros parâmetros, e decide pela concessão do registro. O CEDAFAR já teve sua habilitação para realizar esses testes suspensa pela Agência em duas ocasiões, a última delas no período de 12/09/2015 até 03/02/2016, pois nenhum de seus equipamentos, na inspeção realizada pela Anvisa, estava calibrado de acordo com as normas vigentes. A informação de que o CEDAFAR não é habilitado para realizar testes de análise fiscal foi repassada à reportagem, mas foi sonegada pelo Fantástico aos seus espectadores, dando a falsa impressão de que o laboratório é credenciado para todos os tipos de testes.
Causou espanto, também, a alegação dada pela reportagem de que o teste de bioequivalência dos medicamentos, que é, em todo o mundo, o teste mais importante e conclusivo para definir se um genérico é realmente equivalente ao medicamento de referência, não foi realizado por “questões éticas”. Isso não é verdade. Não haveria nenhum impeditivo ético para que esses testes fossem realizados, desde que cumpridas as normativas éticas vigentes de serem submetidos e aprovados por um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) credenciado no Comitê Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) do Conselho Nacional de Saúde/MS. Pelo contrário, uma vez realizados tais testes, eles poderiam fornecer uma informação conclusiva.
Testes de bioequivalência são realizados em voluntários sadios e medem a concentração do produto no sangue, possibilitando, sem nenhuma dúvida, a avaliação definitiva sobre a ação real do medicamento no organismo humano. Os testes que foram realizados pelo laboratório contratado pelo Fantástico – de teor e de dissolução do princípio ativo – são importantes, mas não suficientes. Ou seja, não são capazes de assegurar a equivalência farmacêutica dos medicamentos genéricos com os medicamentos de referência, o que é feito pelo teste de bioequivalência, que não foi realizado para a reportagem.
Essa regra de tomar o teste de bioequivalência como o definitivo para avaliar os medicamentos genéricos é utilizada pela Anvisa, assim como pelas agências de medicamentos dos Estados Unidos, Canadá e Japão e países da Europa, entre outros.
Porém, ainda que o Fantástico tenha exibido resultados de testes realizados sem o cumprimento dos requerimentos técnicos e regulatórios para uma análise apropriada, a Anvisa analisou os resultados, enviados pelo CEDAFAR, e informa que:
1 -  Todos os lotes de medicamentos com os princípios ativos sildenafila (duas amostras) e losartana potássica (oito amostras) estavam em condições sanitárias satisfatórias, ou seja, dentro dos padrões esperados. Os próprios laudos informaram que os lotes dos medicamentos testados são equivalentes aos medicamentos de referência. Esses resultados coincidem com os testes semelhantes que os produtores são obrigados a apresentar para solicitar o pedido de registro e que são, criteriosamente, analisados pela Agência antes de conceder o registro;
2 – Quatro das cinco amostras de dipirona sódica testadas estavam em condições sanitárias satisfatórias;
3 – O lote b16d1090 de dipirona sódica solução oral 500 mg/ml, da empresa Brainfarma, apresentou resultado aparentemente insatisfatório em relação ao teste de teor.  A concentração média de dipirona encontrada foi de 92,87%, valor inferior ao estabelecido como referência, que é de 95,00%. Apesar dos exames realizados por contratação do programa Fantástico não terem validade legal, a Anvisa, cumprindo sua missão de proteger a saúde da população e como o faz com qualquer denúncia sobre irregularidades em medicamentos, já iniciou os procedimentos para apurar se, nesse lote específico, existe mesmo teor inferior ao que é obrigatório. A Agência notificou a Brainfarma a prestar informações quanto ao lote analisado. Além disso, está em curso a coleta de análise fiscal do referido produto. Esses procedimentos têm regras bem definidas para que os resultados não deixem qualquer dúvida sobre sua interpretação. Serão coletadas três grupos de amostras (prova, contraprova e testemunho) e os exames serão realizados em laboratório oficial. Vale ressaltar que, em 2014, a Brainfarma, por ocasião de renovação do registro deste medicamento, apresentou à Anvisa estudo de equivalência farmacêutica, realizado por laboratório credenciado pela Agência, que concluiu pela equivalência farmacêutica da dipirona sódica. O laudo apresentado pela empresa, na ocasião, obteve resultado de teor de 104,19%. Os testes que ora a Anvisa está determinando a realização dirimirão qualquer dúvida e permitirão o esclarecimento se esse lote do medicamento se encontra regularmente dentro dos parâmetros exigidos;
4 – Sobre possível irregularidade em um lote do medicamento losartana potássica, comprimido 50 mg, da empresa EMS S/A, é preciso esclarecer que a metodologia utilizada pelo CEDAFAR foi diferente da que está autorizada e considerada como de referência pela Anvisa para testar a equivalência farmacêutica nesse medicamento. O teor médio encontrado de losartana potássica 50mg, da empresa em questão, foi de 94,82%, valor superior ao estabelecido como referência em seu registro vigente, que é de 90,00%. Utilizar metodologia diferente significa que não é possível comparar os resultados obtidos com aqueles que deveriam ser apresentados pelo produto, não havendo base técnica e científica para considerar que pode haver irregularidades;
5 -  Sobre os resultados dos testes dos perfis de dissolução dos lotes de losartana das empresas Medley, Geolab e Pratti, a Anvisa esclarece que a comparabilidade de perfil de dissolução entre o medicamento genérico e o medicamento de referência não é conclusivo para registro ou comercialização de medicamento genérico no Brasil, bem como estabelece as principais agências regulatórias do mundo;
5.1 – Na matéria do Fantástico, os especialistas que foram ouvidos não diferenciaram “dissolução” e “perfil de dissolução”, confundindo os dois conceitos. Não sabemos se por falha na edição ou por não saberem exatamente que teste havia sido realizado. Dissolução é um ensaio utilizado para controle de qualidade, enquanto o perfil de dissolução é apropriado para o desenvolvimento de formulações. Perfil de dissolução com meios farmacopeicos não tem como objetivo prever biodisponibilidade. Ou seja, não existe uma relação científica entre o desempenho de um medicamento no teste de perfil de dissolução e o comportamento que esse produto apresentará no organismo humano. A reportagem fez, portanto, afirmações completamente desprovidas de base técnica e científica. Todas as informações relativas às metodologias foram previamente prestadas pela Anvisa à reportagem. Porém, por motivos que desconhecemos, não foram utilizadas na matéria.
5.2 – Os medicamentos genéricos à base de losartana das empresas Medley, Geolab e Pratti apresentaram à Anvisa, no momento do seu pedido de registro, testes de bioequivalência satisfatórios. Portanto, são considerados equivalentes ao medicamento de referência;
6 - Diferente do que afirma a reportagem do Fantástico, a Anvisa não foi questionada sobre quantos laboratórios utilizaram metodologias próprias no registro do medicamento losartana potássica. A reportagem perguntou quais eram as metodologias específicas usadas nos registos de cada uma das losartanas potássicas analisadas pelo CEDAFAR. A Agência informou que as metodologias não famacopeicas desenvolvidas pelos fabricantes – e que foram analisadas e aprovadas durante o processo de registro - são disponibilizadas para os laboratórios oficiais quando estes realizam análise fiscal.
7 – As normas técnicas estabelecidas pela Anvisa baseiam-se sempre nas melhores evidências técnicas e cientificas disponíveis e nas melhores práticas internacionais. Dos comitês técnicos e grupos de trabalho que auxiliam a Agência na elaboração dessas normas, participam os melhores profissionais brasileiros de diversas áreas, assegurando-se sempre a ausência de qualquer conflito de interesse e a pluradidade. Assim, não há base nenhuma para a afirmação do Fantástico de que haja “divergências” entre a Agência e especialistas.
8 – A Anvisa realiza o monitoramento permanente da qualidade dos medicamentos comercializados no Brasil.  Em 2016, a Agência suspendeu a comercialização de 95 diferentes lotes de medicamentos com suspeitas de desvios de qualidade. Essa ação decorre tanto de inspeções de rotina em fábricas de medicamentos como em razão de queixas apresentadas por pacientes ou profissionais de saúde sobre suspeita de ineficácia de um determinado medicamento ou reações adversas não previstas;
9 – A Agência não recebeu nenhuma queixa de desvio de qualidade dos lotes dos medicamentos que foram “testados” no laboratório contratado pelo Fantástico e relacionados com possível ineficácia;
10 -  Para assegurar a qualidade dos medicamentos em uso no Brasil, sejam genéricos ou de referência, a Agência desenvolve um conjunto de ações complementares que incluem: a certificação da qualidade dos produtores; a análise dos registros e modificações de pós-registro; as ações de farmacovigilância; as inspeções nos fabricantes; e um programa de monitoramento da qualidade, chamado Proveme. Em 2016, 70% das amostras analisadas no âmbito desse Programa foram de medicamentos genéricos. Nenhuma dessas amostras foi considerada insatisfatória; e
11 – O consumo de medicamentos genéricos é seguro, assim como os de medicamentos de referência. É absolutamente equivocada, e perigosa para a saúde da população, a afirmação feita pela matéria de que caberia aos médicos indicar a cada paciente qual o genérico que tem qualidade. Os médicos não dispõem de meios para fazer tal afirmação. No mundo desenvolvido, são as agências regulatórias que estabelecem as normas para assegurar a qualidade, segurança e eficácia dos medicamentos. Opiniões individuais, sem qualquer base científica, podem ensejar orientações equivocadas, baseadas em preconceitos, em desinformação ou até mesmo em interesses comercias escusos. Nesse sentido, a matéria presta um desserviço à população ao fornecer informações incompletas e não oficiais sobre a qualidade de medicamentos.
12 - A Anvisa desenvolve, de forma contínua, esse conjunto de ações para garantir a qualidade, segurança e eficácia de todos os medicamentos produzidos em nosso país, sempre em convergência com as melhores práticas internacionais.
Assessoria de Comunicação da Anvisa
fonte: https://www.brasil247.com/pt/saude247/saude247/277731/Anvisa-contesta-Fant%C3%A1stico-da-Globo-e-assegura-que-gen%C3%A9rico-%C3%A9-seguro.htm

28 de jan de 2017

ABF realizará o Almoço do Dia do farmacêutico no dia 29 de janeiro

A celebração do Dia do Farmacêutico é realizada no dia vinte de janeiro e tradicionalmente a Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF), promove evento sócio/cultural para congregar a referida classe de profissionais. Este ano com o apoio do CRF/RJ realizará no 29 de janeiro de 2017 (domingo) às 12h, Um Almoço de Confraternização na Churrascaria Cruzeiro do Sul, localizada na Avenida Repórter Nestor Moreira, 42 – Botafogo/RJ.


Fonte: http://www.crf-rj.org.br/noticias/2641-abf-realizara-o-almoco-do-dia-do-farmaceutico-no-dia-29-de-janeiro.html 

24 de jan de 2017

Vem aí o 9º Congresso Riopharma de Ciências Farmacêuticas com o apoio da UNIGRANRIO

Vem aí o 9º Congresso Riopharma de Ciências Farmacêuticas com o apoio da UNIGRANRIO, trazendo temas atuais e de grande relevância para nossa atuação clínica. Já reserve a data na sua agenda, 21 e 22 de setembro. Aguarde outras informações em breve. Participe!
O Evento acontecerá no Campus I da Unigranrio.

19 de jan de 2017

Formatura Farmácia Unigranrio turma 2° semestre de 2016

Foi sem dúvida uma formatura maravilhosa, onde a alegria e o prazer estava estampado na face de cada um de nós.
Agradeço a Deus a oportunidade de ter contribuído coma formação profissional de vocês, e espero que este laço de amizade seja para sempre, pois sempre estarei à disposição de cada um de vocês.

Parabéns e muito sucesso na vida profissional, segue no final da pagina os nomes de todos os novos farmacêuticos.
OBS.: Quem tiver mais fotos podem encaminhar para o e-mail jroberto@lannesabib.com










Relação dos novos Farmacêuticos

Amanda Nascimento Nunes
 Barbara da Silva Lima
 Brenda Fernandes Resende
 Diogo dos Santos Robaina
 Edilaine Cabral da Cunha Vianna
 Fernanda de Freitas Lima
 Flavia Loureiro Passos
 Francilena de Souza Ramos Silva
 Giovanna Kreischer de Almeida
 Juliana do Amaral Pereira
 Luciana Meirelles Fernandes Pereira
 Maria Clara Loureiro da Luz
 Mariana de Paula Camara Barbosa
 Rafaela Felix de Miranda
 Raphaela Moura Xavier Santos
 Siliane de Araujo Saraiva
 Thais Marcionilia Ferreira Cardoso
 Amanda Leal Lima
 Amanda Maria de Carvalho
 Bruno Santos da Silva 
 Camilla do Amaral Loureiro
Danilo Tavares Pinto
 Esmeralda Brasil de Lima Guimaraes
 Faiga Soares de Oliveira 
Felipe da Silva de Melo
 Gabriella Ramalho da Costa Lima
 Ivan Francisco Neto
 Jessica Ramos Diniz de Oliveira
Jose Vitorino dos Santos Neto
 Juliete Gomes Coutinho 
 Natalia Adriano de Oliveira 
Pamela dos Santos Clementino
 Priscila Borges Ferreira
 Rafael da Silva Brito
 Robert Anderson Silva Barbosa
 Romario Guimaraes de Araújo
 Rozeane Macedo das Neves
 Suellen Tavares de Carvalho
 Tais de Oliveira Dias 
 Tais dos Santos Lourenço 
 Taise Nascimento Alves Coelho
Tamires Hygino Maciel
 Thiago da Silva Braga
 Veronica Ferreira Pimentel
 Vitor Luis Ribeiro Pimenta



 Willian Kissinger dos Reis Felipe

18 de jan de 2017

Você conheçe os cinco principais focos de reprodução do mosquito Aedes aegypti frequentemente ignorados

terça-feira, 17 de janeiro de 2017No verão, junto com o aumento da temperatura, também aumenta significativamente o risco de transmissão de doenças como a dengue, zika e chikungunya, vírus que têm o mosquito Aedes aegypti como vetor.


Como já sabemos o calor faz que o ciclo de vida do mosquito acelerar e também potencializar a multiplicação das viroses causadas pelo mosquito, o que lamentavelmente aumenta as chances de contágio.
Infelizmente o ovo pode sobreviver em média por um ano em ambiente seco. Mesmo que mantenhamos o local onde foi depositado o ovo sem água, não significa que a ameaça acabou. Pois basta existir humidade novamente que o ovo volta a ficar ativo e pode se transformar em pupa, larva e, então, chegar à fase adulta em até sete dias.
Desta forma siga as recomendações do Prof José Roberto Lannes Abib da Unigranrio.
1º) É extremamente importante manter a caixa d'Água limpa e completamente fechada.
2º) Jogar semanalmente um pouco de água sanitária nos ralos internos e externos da casa.
3º) Não manter nada que venha acumular água parada e sem tratamento,
4º) Caso tenha piscina é extremamente importante o uso de cloro constante.
5º) Os vasos sanitários devem ser limpos constantemente com água sanitária e mantenha o vaso fechado.

Lembrando que cada um de nós temos o dever de zelar pela nossa saúde assim como dos nossos vizinhos.

17 de jan de 2017

Novo medicamento para câncer de pulmão ajuda a reduzir progressão da doença

Chegou ao Brasil no mês passado um novo medicamento para o tratamento do câncer de pulmão. O afatinibe (Giotrif nas prateleiras) serve para conter apenas um tipo bastante específico da doença, quando o paciente tem um adenocarcinoma de pulmão com metástase e, além disso, apresenta uma mutação do receptor do fator de crescimento epidérmico - conhecido como gene EGFR.

"Cerca de 70% dos pacientes com câncer de pulmão que chegam ao Icesp têm adenocarcinomas de pulmão. Desses, aproximadamente 80% já apresentam metástase ao diagnóstico - no fígado, osso ou cérebro, por exemplo", explicou Gilberto de Castro Junior, oncologista especialista em câncer de pulmão do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. "Dentro desse grupo de metastáticos, conseguimos detectar uma mutação no gene EGFR que, no Brasil, estudos mostram que é encontrada em 20 a 25% dos casos", complementou.

Foi exatamente este o tipo de câncer que a professora universitária Janaina Carneiro descobriu há um ano. Na época, o tumor estava com 12 centímetros. "Tinha metástase no quadril, na coluna, no ombro. Eu precisei começar o tratamento tradicional na hora", disse.

Janaina não chegou nem a terminar todas as sessões de quimioterapia quando soube que poderia ter acesso ao Giotrif, ainda em fase de pesquisa no Brasil na época. A condição era que os resultados de seu tratamento fossem compartilhados com o laboratório. "Eu disse: `Claro que quero tentar`, mesmo sabendo que poderia não dar certo."

E funcionou. Com a quimioterapia, o tumor já havia reduzido para aproximadamente metade do tamanho. Ela relatou que o remédio foi essencial na melhora da qualidade de vida. "Eu ganhei esse ano de vida muito pouco doente, com a possibilidade de ficar com o meu filho e fazer várias atividades com ele."

Quando comparado à quimioterapia, o medicamento chega a aumentar em 12 meses a sobrevida do paciente, segundo Karina de Andrade, diretora da Unidade de Negócios de Especialidades da Boehringer Ingelheim, fabricante do Giotrif. Além disso, ele pode reduzir em 27% a progressão da doença e aumentar em 23% a chance de redução do aumento do tumor. Em outras palavras, a doença demora mais para progredir.

Alternativas

Castro Junior pondera que a aprovação do afatinibe no Brasil é positiva porque traz mais uma opção de tratamento. No entanto, ele alerta que há outras alternativas que podem ser tão eficazes quanto, dependendo das especificidades paciente. "É muito bom que agora temos mais uma possibilidade para escolher. Mas isso depende do paciente, do tumor e também do acesso ao medicamento. Existem outras drogas que também funcionam nesse cenário, como o erlotinibe e o gefitinibe", afirmou.

Karina argumenta que o afatinibe apresentou maior eficácia quando comparado aos similares. No entanto, o acesso ainda é difícil, já que ele não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Castro Junior afirma que isso não deve ser motivo de preocupação. "Precisa ficar claro que não é porque você não tem o afatinibe que você não está fazendo boa medicina."

De qualquer forma, a diretora afirma que a equipe de acesso ao mercado da Boehringer Ingelheim está "empenhada em conversar com os agentes de saúde do mercado público e privado para que o Giotrif se torne mais acessível".

Fonte: Correio Braziliense Online

Fonte: http://www.cff.org.br/noticia.php?id=4281&titulo=Novo+medicamento+para+câncer+de+pulmão+ajuda+a+reduzir+progressão+da+doença

III Caminhada Rústica - Parque da Catacumba, os 40 primeiros que comparecerem ao local do evento vão receber a camisa com o logo do evento.

O CRF-RJ convida todos os farmacêuticos, estudantes, funcionários, amigos e familiares para participarem da III Caminhada Rústica Farmacêutica que acontecerá no Parque Municipal da Catacumba, no dia 22 de janeiro.

O Parque está localizado às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas e possui uma grande diversidade de árvores, plantas e flores. Uma trilha de 600 metros dá acesso ao mirante do Sacopã, onde é possível ter uma linda vista da Lagoa Rodrigo de Freiras e do Jardim Botânico, além da praia de Ipanema, da Pedra da Gávea e do Morro Dois Irmãos.

O conselho fornecerá Água Mineral para todos os participantes e Camisa da caminhada para os 40 primeiros que comparecerem ao local do evento. Não é necessário realizar inscrição prévia.


Agenda:  III Caminhada Rústica Farmacêutica.
Data: 22/01/2017
Local: Parque da Catacumba - Avenida Epitácio Pessoa, 3000, Lagoa
Rio de Janeiro - RJ
Ponto de Encontro: às 9 horas no Largo do Portão de Entrada
Caminhada: início às 9h30

Como Chegar:
- metrô: o metrô linha 1, desça na Estação Cantagalo e caminhe até a av. Epitácio Pessoa, 3.000.
- ônibus: linha 157 (Gávea – Central), linha 436 (Grajaú – Leblon Via Túnel Rebouças), linha 441 (Caju – Lido Via São Cristovão/Túnel Rebouças), linha 461 (São Cristovão – Ipanema Via Túnel Rebouças), linha 462 (São Cristovão – Copacabana Via Túnel Rebouças) ou 473 (São Januário – Lido Via Túnel Rebouças).
- Carro: Acesso pela av.  Epitácio Pessoa.

Dicas da equipe de caminhada:

O que levar ? Como se preparar ?
Individuais obrigatórios:
Calçado adequado para a atividade;
Roupas leves -EVITE CHINELOS E SANDÁLIAS
Mochila leve e confortável para a caminhada;
Repelente;
Protetor solar e Labial;
Boné ou chapéu;
Documentação (Identidade e carteira de plano de Saúde);
Medicamentos de uso pessoal (anti-alérgicos, etc);
Sacos para o lixo pessoal durante a caminhada;
Lanche para as trilhas; (barra de cereais, frutas secas, sanduíches, etc.)
Óculos de sol;
Bastões de caminhada; (opcional)


fonte: http://www.crf-rj.org.br/noticias/crf-rj-em-acao/2625-iii-caminha-rustica-parque-da-catacumba.html

16 de jan de 2017

IFCC cria comitê de harmonização de testes autoimunes Associados SBPC/ML podem se candidatar a participar

A IFCC (International Federation of Clinical Chemistry and Laboratory Medicine) vai criar um comitê para Harmonização de Testes Autoimunes (Harmonization of Autoimmune Tests - HAT), formado por cinco membros, com possibilidade de incluir um sexto participante de um país em desenvolvimento.

Os objetivos desse comitê são:
- Avaliar as principais causas de variabilidade para uma série de diagnósticos críticos de autoanticorpos.
- Identificar autoanticorpos onde um calibrador comum poderia reduzir a variabilidade de interensaios.
- Identificar ou produzir materiais comutáveis que possam ser utilizados como material de calibração para ensaios de autoanticorpos.
- Produzir anticorpos puros com concentração e identidade conhecidas e usá-los em matriz de preparação.
- Avaliar o impacto de novos materiais de referência na variabilidade de testes de autoanticorpos e identificar áreas onde uma maior harmonização pode melhorar a precisão do diagnóstico.

Para ser membro desse comitê é preciso ter experiência em aspectos laboratoriais de doenças autoimunes, com ênfase na identificação da variabilidade em testes de autoanticorpos, na identificação de potenciais fontes de variabilidade e em processos para reduzir a variabilidade.

Os associados SBPC/ML que têm interesse e disponibilidade para participar desse comitê e atendem aos requisitos, devem preencher o Application Form for a Committee's Member Position e enviá-lo até 20 de janeiro para a SBPC/ML (secretaria@sbpc.org.br, a/c Lucia Gomes).

Os currículos dos candidatos serão avaliados pela diretoria da Sociedade, que entrará em contato posteriormente. Os que forem selecionados serão encaminhados à IFCC.

Fonte: http://www.sbpc.org.br/?C=2881

Tratamento de câncer de ovário ganha novo medicamento

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento novo Lynparza® (olaparibe), na forma farmacêutica cápsula dura. O novo medicamento Lynparza® (olaparibe) é indicado para o tratamento de manutenção de pacientes adultas com carcinoma de ovário seroso de alto grau (um tipo de câncer de ovário avançado), incluindo carcinoma da trompa de Falópio (parte do sistema reprodutor feminino que conecta os ovários ao útero) e carcinoma do peritônio (a membrana de revestimento do abdômen).


Lynparza® (olaparibe) é usado em pacientes que têm mutação (um defeito) em um dos dois genes conhecidos como BRCA1 e BRCA2 e que têm doença recorrente (quando o câncer voltou após tratamentos anteriores). Lynparza® (olaparibe) deve ser utilizado após o tratamento com medicamentos à base de platina, quando o tumor teve uma diminuição do tamanho ou desapareceu completamente com este tratamento e a paciente manteve uma resposta durável (duração de pelo menos 6 meses).

O carcinoma de ovário é uma doença agressiva, de risco à vida. Como o número de pacientes com carcinoma de ovário é pequeno, esta doença é considerada rara, e Lynparza®(olaparibe) teve sua análise priorizada pela Anvisa. A detentora do registro do medicamento no Brasil é a empresa AstraZeneca do Brasil Ltda, localizada em São Paulo (SP).

Fonte: Anvisa

http://www.cff.org.br/noticia.php?id=4285&titulo=Tratamento+de+câncer+de+ovário+ganha+novo+medicamento

Laboratórios devem preencher questionário da ANS para aplicação do Fator de Qualidade ao reajuste contratua

Percentual é de 105% do IPCA para laboratórios com acreditação.


Todos os laboratórios e prestadores de serviços que atuam na saúde suplementar devem preencher até 2 de março o questionário que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) disponibiliza para definir a aplicação do Fator de Qualidade (FQ) ao reajuste dos contratos com operadoras de planos de saúde.

Para os laboratorios clínicos que não possuíam certificado de acreditação válido em 2016, somente com as informações enviadas pelos prestadores é que a ANS poderá informar qual será o percentual de reajuste.

Também devem preencher o questionário os prestadores que não se enquadram nos critérios de aplicação do FQ ou que não têm contrato com planos de saúde. As informações recebidas também serão usadas para estabelecer um perfil do setor de saúde suplementar e como subsídios para o Programa Qualiss (Qualificação dos Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar) da ANS.

Fator de Qualidade (FQ) é o percentual aplicado ao índice de reajuste anual estabelecido quando o contrato com a operadora de plano de saúde prevê livre negociação entre as partes, mas não se chega a um acordo nos primeiros 90 dias do ano. A ANS determinou que o índice anual utilizado é o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Laboratórios acreditados têm reajuste maior
Para os laboratórios, a Nota Técnica 45/2016 da ANS estabelece três níveis de percentual de aplicação do FQ:
- Nível A: 105% do IPCA quando o laboratório possui selo de acreditação emitido por entidade acreditadora reconhecida pelo Inmetro ou pela The International Society of Quality in Health(ISQua). O PALC, da SBPC/ML, é reconhecido pela ISQua.
- Nível B: 100% do IPCA para laboratórios que responderem ao questionário através do link específico para SADT.
- Nível C: 85% do IPCA para os laboratórios que não atendem os requisitos dos níveis A ou B.

Há um questionário específico, com o link correspondente, para cada tipo de prestador (SADT, clínicas e profissionais de saúde). O link para os laboratórios ("Questionário de SADT") é:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeoDHURGlR7DgeKU6t1DIdiXJTShpFkhf4S_4rK_J0lJlRewQ/viewform.

A data limite para preencher o questionário termina em 2 de março de 2017.

A ANS divulgará em seu site (ans.gov.br), no final de março, a relação de laboratórios e prestadores que têm direito aos percentuais de reajuste com aplicação do FQ. A SBPC/ML também divulgará essas informações.

Fonte: http://www.sbpc.org.br/?C=2888

14 de jan de 2017

Plenária ética define atualizações de regras relacionadas à prescrição


 Plenária ética define atualizações de regras relacionadas à prescrição





O CRF-SP realizou no dia 19 de novembro reunião plenária extraordinária-ética, reunindo diretores e vice-diretores regionais, conselheiros, presidentes de comissões de ética e coordenadores e vice-coordenadores de comissões assessoras para debater sobre os limites éticos para o exercício da profissão. Dentre as decisões, foram publicadas duas sumulas.

O enunciado da súmula de número 27 estabelece de que forma deve ocorrer o registro da comunicação com o prescritor no caso de necessidade de alteração da prescrição médica. O objetivo é dar mais segurança à realização desse ato farmacêutico e proteger o profissional e o paciente. É aplicável tanto à prescrição de medicamentos manipulados como industrializados.

Já a súmula de número 28 determina que o farmacêutico poderá prescrever medicamentos alopáticos e fitoterápicos isentos de prescrição médica a serem manipulados observando os ditames do artigo 5º da resolução CFF 586/13.

Clique aqui e leia as súmulas na íntegra

 

Assessoria de Comunicação CRF-SP



Seminário CRF-RJ Gratuito: Atendimento Clínico ao Paciente Idoso

Com o objetivo de debater a atuação Clínica do Farmacêutico nos cuidados ao Idoso, o CRF-RJ, realiza, no dia 19 de Janeiro, o Seminário Atendimento Clínico ao Paciente Idoso, na sede da ABF, no Rio de Janeiro.

 Dia: 19 de janeiro de 2017 

Horário: 18h15 às 20h
Local: Auditório da ABF – Rua dos Andradas, nº 96 – 10º andar, Centro, Rio de Janeiro/ RJ (próximo à estação do Metrô Uruguaiana – saída pelo acesso D - Presidente Vargas)

 Certificado de participação: será emitido digitalmente e enviado via e-mail para os farmacêuticos e acadêmicos que participarem do evento. O certificado será enviado em até 10 dias após o simpósio.

Informações: (21) 3872-9213 (9 às 18h, dias úteis) e patriciasantana@crf-rj.org.br

Realização: Conselho Regional de Farmácia do Estado do Rio de Janeiro

Apoio: Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF) - www.abf.org.br

Palestrante: Marcus Vinicius Romano Athila
Mestrando em Biotecnologia em Saúde Humana e Animal (UECE), pós-graduando em Farmácia Clínica com ênfase em Prescrição Farmacêutica (FALC), Pós Graduado em Farmacologia Clínica (Santa Casa da Misericórdia), Pós graduado em Geriatria e Gerontologia (UERJ), Pós Graduado em Gestão Ambiental (FIJ), Graduado em Farmácia (Unigranrio)e Bacharelado em Química (FAHUPE)

 Requisito para inscrição: ser farmacêutico regularmente inscrito no CRF-RJ ou Acadêmico de Graduação em Farmácia

 Vagas Limitadas: As inscrições solicitadas serão confirmadas respeitando a ordem de recebimento das solicitações e o número de vagas disponíveis.

 Seminário Gratuito: solicitamos doação de um pacote de fralda geriátrica ou uma lata de leite em pó ou um pacote de 1 kg de ração para cães – entregar no dia do Seminário.

 Inscrições: As inscrições devem ser feitas no formulário abaixo.

Fonte: http://www.crf-rj.org.br/seminarios/2634-palestra-cuidados-farmaceuticos-paciente-idoso.html

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13 de jan de 2017

A picada de mosca que deixa as vítimas em sono profundo

A mordida de uma mosca tsé-tsé é uma experiência extremamente desagradável. Não é como a de um mosquito, que pode inserir sua fina língua diretamente no sangue, muitas vezes sem o alvo perceber: a boca dela tem minúsculas serrilhas que rompem a pele para poder sugar o sangue.
Mosca tsé-tsé
Para piorar a situação, várias espécies de mosca podem transmitir doenças. Uma das mais perigosas é causada por um parasita: a doença do sono ou Tripanossomíase Humana Africana (THA), para dar o nome oficial. Sem tratamento, ela é normalmente fatal.
Como tantas doenças tropicais, a doença do sono tem sido muitas vezes negligenciada pelos pesquisadores farmacêuticos. No entanto, investigadores têm se esforçado há tempos para compreender como ela engana os mecanismos de defesa do nosso corpo.
Algumas de suas descobertas podem agora ajudar a eliminar a enfermidade completamente.
Há dois parasitas unicelulares que causam o sono mortal: Trypanosoma brucei rhodesiense e T. b. Gambiana.
Este último é mais predominante: é responsável por até 95% dos casos, principalmente na África Ocidental. Ele leva vários anos para matar uma pessoa, enquanto o T. b. rhodesiense pode causar a morte em poucos meses. Existem ainda outras formas que infectam o gado.
Após a mordida inicial, os sintomas da doença do sono muitas vezes começam com febre, dores de cabeça e dores musculares. À medida que ela avança, os infectados ficam cada vez mais cansados - é de onde a doença recebe seu nome.
Alterações de personalidade, confusão mental grave e má coordenação também podem acontecer.
Parasitas em contato com o sangueDireito de imagemTHE SCIENCE PICTURE COMPANY/ALAMY STOCK PHOTO
Image captionAlém do sangue, parasitas também ficam na pele e na gordura do corpo
Embora a medicação ajude, alguns tratamentos são tóxicos e podem ser letais, especialmente se ministrados depois que o mal alcançou o cérebro.

Controle?

É interessante notar que a doença do sono não é tão mortal como antes.
No início do século 20, várias centenas de milhares de pessoas eram infectadas por ano.
Na década de 1960, a doença foi considerada "sob controle" e registrou números muito baixos, tornando sua propagação mais difícil. Mas nos anos 70 houve outra grande epidemia, que demorou 20 anos para ser controlada.
Desde então, programas melhores de rastreio e intervenções antecipadas têm reduzido o número de casos dramaticamente.
Em 2009, foram contados menos de 10 mil deles pela primeira vez desde que os registros começaram, e em 2015 esse número caiu para menos de 3 mil, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde. A OMS espera que a doença seja completamente eliminada até 2020.
Mas enquanto o declínio parece positivo, podem haver muitos mais casos não registrados na zona rural da África. Para eliminar o problema completamente, as infecções têm de ser acompanhadas de perto.
Uma série de novos estudos tem mostrado que o parasita é mais complicado do que se imaginava.
A doença do sono sempre foi considerada - e diagnosticada - como uma doença de sangue, pois o T. brucei pode ser facilmente detectado no sangue de suas vítimas. Num estudo publicado em setembro de 2016, porém, pesquisadores revelaram ter descoberto que o parasita também pode residir na pele e na gordura.
Trypanosoma brucei entre glóbulos vermelhosDireito de imagemEYE OF SCIENCE/SPL
Image captionParasita Trypanosoma brucei rhodesiense (roxo) é responsável por até 95% dos casos, principalmente na África Ocidental
Pode até haver uma maior densidade de parasitas na pele do que no sangue, diz a coautora do estudo, Annette MacLeod, da Universidade de Glasgow, no Reino Unido.
O fato de a mosca tsé-tsé beber o sangue de uma pessoa pode fazê-la "pegar os parasitas da pele junto com o sangue".
Isso significa que uma pessoa pode não ter sintomas, mas ainda abrigar a doença e espalhá-la.
"Achamos que a pele é, portanto, um reservatório escondido da infecção", diz MacLeod.
Pessoas que transportam a infecção em sua pele não seriam tratadas como aquelas com níveis detectáveis de parasitas no sangue. A descoberta poderia explicar a misteriosa epidemia de 1970, e por que a doença pode ressurgir em áreas que previamente tinham zerado os casos.
"Tivemos uma pessoa de Serra Leoa, que não registrou a doença por 29 anos e depois apareceu em estágio avançado da doença do sono", diz MacLeod. "Você pode abrigar estes parasitas por um longo tempo e ficar bem."

'Corrida armamentista'

Essa não é a única razão pela qual os parasitas podem iludir nosso sistema imunológico.
Em 2014, Etienne Pays, da Universidade de Bruxelas, na Bélgica, descreveu a história da doença do sono como uma "corrida armamentista" entre os humanos e o parasita.
Nessa batalha, nossa principal arma é uma proteína chamada apolipoproteína L1, que é resistente a uma forma anterior de T. brucei.
Essa proteína foi "eficiente em matar o parasita no sangue", diz Pays. "Pelo que sabemos, ela só estava lá para matá-lo."
Infectado pela doença do sono na ÁfricaDireito de imagemINTERFOTO/ALAMY STOCK PHOTO
Image captionHouve um grande surto de doença do sono no início de 1900, na África
Infelizmente, ao longo do tempo o parasita encontrou uma maneira de burlar a proteção da proteína. Enquanto apolipoproteína L1 ainda pode matar a variante que infecta o gado, não é mais eficaz contra as duas estirpes do T. brucei que infectam os seres humanos. Essas duas "conseguiram escapar", diz Pays.
Mas ele e sua equipe conseguiram ajustar a proteína em seu laboratório para torná-la resistente ao T. b. rhodesiense, a forma rara, mas mais letal.
O que eles não perceberam é que há pessoas na África que já têm um sistema de defesa semelhante. Graças a uma mutação na mesma proteína, elas têm imunidade natural contra o T. b. rhodesiense.
Pays agora suspeita que algumas pessoas sejam resistentes a todas as formas do parasita.
Essa imunidade natural infelizmente tem um custo. Ninguém ainda sabe por que, mas ela tem sido associada a doenças renais em idade mais avançada.
O desafio é fazer uma variante sem efeitos colaterais. A equipe de Pays produziu outra proteína capaz de matar ambas as formas, mas, quando eles a testaram em camundongos, os animais morreram.
O pesquisador ainda está aprimorando a proteína em seu laboratório, na esperança de que ela irá fornecer uma cura eficaz.
"Nós criamos outra, que estamos testando atualmente", disse.

As fases

Se Pays atingir seu objetivo, os médicos simplesmente precisarão injetar a proteína em uma pessoa infectada. Em seguida, ela irá matar o parasita e desaparecer. Isso é promissor, mas há um desafio adicional.
A razão pela qual a doença do sono é tão mortal é que ela pode entrar no cérebro. Instalada lá, causa sintomas mais graves, como confusão, alucinações e má coordenação. Uma vez no cérebro, ela se torna mais difícil de tratar e, portanto, mais fatal.
Médicos pensam nisso como um segundo estágio da doença, sendo a primeira quando o parasita infecta o sangue.
Ilustração do cérebro humanoDireito de imagemSEBASTIAN KAULITZKI/ALAMY STOCK PHOTO
Image captionRazão pela qual a doença do sono é tão mortal é que ela pode entrar no cérebro
Para atingir o cérebro, o parasita deve atravessar a barreira sangue-cérebro, que bloqueia a maior parte das doenças e toxinas. A questão-chave é como ele atravessa - ao que parece, estamos olhando para o lado errado do problema.
Um estudo publicado em outubro de 2016 propõe que a doença do sono tem três fases distintas, não duas como se pensava anteriormente.
A primeira é a picada da mosca tsé-tsé, após a qual o parasita infecta o sangue da pessoa. Na segunda etapa, que não foi identificada anteriormente, o parasita aparece no líquido cefalorraquidiano e em três membranas que envolvem o cérebro, conhecidas como meninges.
Na terceira fase, as fronteiras de proteção do cérebro quebram e uma "invasão em massa" de tripanossomas atravessa a barreira sangue-cérebro, atacando-o.
Michael Duszenko, da Universidade de Tubingen, na Alemanha, e seus colegas descobriram o segundo estágio em camundongos.
Eles também encontraram uma razão para que a terceira fase leve meses e às vezes anos para ocorrer: acontece que o parasita se mantém no segundo estágio, ativamente atrasando o progresso da doença.
Para conseguir isso, ele libera um composto chamado prostaglandina D2, que faz duas coisas.
Em primeiro lugar, induz o sono no paciente, tornando-o mais vulnerável à picada de uma mosca tsé-tsé. Em segundo lugar, faz com que algumas das células de parasitas iniciem um processo chamado apoptose, ou "morte celular".
Em outras palavras, o tripanossoma propositadamente destrói algumas das suas próprias células.
Matar suas próprias células pode soar como uma má ideia, mas fazê-lo "reduz a carga do anfitrião e aumenta a chance de parasitas serem transmitidos para a mosca tsé-tsé", diz Duszenko.
O conceito é manter o hospedeiro vivo, de modo que o parasita tenha mais tempo para infectar outras pessoas. Se a concentração de parasitas subir muito rapidamente, o anfitrião morreria antes de o parasita se espalhar.
Essa descoberta pode ajudar a explicar por que algumas pessoas vivem com níveis crônicos da doença por anos. Livros didáticos devem agora ser reescritos em conformidade com essas pesquisas, diz Duszenko.

Adversário difícil

Apesar desses avanços, ainda há o problema de que o T. brucei é muito bom em se manter um passo à frente da defesa dos seus anfitriões.
Exemplar da mosca tsé-stéDireito de imagemSCENICS & SCIENCE / ALAMY STOCK PHOTO
Image captionA mordida da mosca tsé-tsé é extremamente dolorosa e pode ser fatal
O parasita é particularmente hábil em "variação antigênica": tem mais de 1 mil versões de uma proteína em sua superfície exterior, mas exibe apenas uma versão de cada vez, de modo que o sistema imunológico do hospedeiro só produz anticorpos contra a proteína que está à mostra.
Nesse meio tempo, alguns dos parasitas mudam para outra versão, que não podem ser atacadas por esses anticorpos.
Toda vez que o anfitrião produz anticorpos contra uma nova onda de parasitas, alguns tripanossomas mudam para uma nova camada.
"A resposta imune está sempre tentando recuperar o atraso com os parasitas", diz Martin Taylor, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.
Em parte por isso, não houve novas drogas durante décadas. Um dos medicamentos recomendados é a pentamidina, que trata a primeira fase do T. b. Gambiana - ela foi desenvolvida em 1940. O melarsoprol, que trata a fase final, foi desenvolvido em 1949 - é tóxico e causa a morte em cerca de 5% dos casos.
Outra questão é que as empresas farmacêuticas não têm investido muito dinheiro em pesquisas sobre a doença do sono: ela é uma das chamadas doenças negligenciadas.
"A razão pela qual elas são chamadas de doenças negligenciadas é porque elas foram negligenciadas", diz Taylor.
"Porque são doenças das pessoas mais pobres dos países em desenvolvimento, e, uma vez que leva milhões de dólares para desenvolver uma droga para o mercado, não há o incentivo econômico para criar novos medicamentos."
Isso parece ter mudado um pouco nos últimos anos. Algumas empresas farmacêuticas até fizeram parcerias com organizações sem fins-lucrativos que pressionam por novos remédios.
MacLeod diz que há duas novas drogas "em vias de desenvolvimento", que estão passando por testes.
"Recentemente, tem havido um esforço para encontrar drogas para essas doenças negligenciadas", afirma.
A doença do sono certamente continuará presente nos próximos anos. Mas, ao revelar mais segredos do parasita, um dia poderemos ser capazes de colocá-la para dormir de vez.
fonte: http://www.bbc.com/portuguese/vert-earth-38564650