11 de jul de 2015

Niterói tem 22 casos de caxumba

Com nenhuma internação, mapa da doença segue sendo monitorada pelas autoridades. Vacina segue como principal forma de prevenção

Na Policlínica Regional Dr. Antônio Carlos da Silva, a procura pela tríplice viral aumentou por conta dos casos da doença

Marcelo Feitosa

Os casos de caxumba neste ano vem chamando a atenção da população e das autoridades de saúde. Isso porque o número de infectados pela doença no estado em 2015 já supera os casos diagnosticados em todo o ano de 2014. De acordo com informações da Subsecretaria de Vigilância da Secretaria de Estado de Saúde foram notificados até esta semana, 606 casos suspeitos de caxumba em 2015, enquanto no ano passado, houve o registro de 561 casos. Em Niterói, segundo disponibilizados pela prefeitura, ocorreram cerca de 22 casos.  

A Subsecretaria de Vigilância do Estado teve o registro de 66 surtos (quando ocorre quantidade fora do normal de doenças contagiosas e de ordem sanitária) da doença em localidades específicas dos municípios de Nova Iguaçu, Niterói e Rio de Janeiro. Enquanto na capital, a mazela ocorre principalmente na Barra, na Zona Sul e no Centro.   

A  cidade apresentou em março, nove casos em uma instituição no Barreto, além de 13 casos esporádicos em Niterói, distribuídos pelos bairros de Santa Rosa, Vila Progresso, Ititioca, Matapaca, São Francisco, Engenho do Mato, Maria Paula e Sapê. Contudo, a Secretaria de Saúde destacou que não existe surto no município e que em nenhum dos casos registrados houve a necessidade de internação e que também não houve óbitos. 

Por conta das informações sobre a doença, a enfermeira responsável da Policlínica Regional Dr. Antônio Carlos da Silva, no Centro de Niterói, Ana Beatriz, explica que a procura pela vacina tríplice viral, que protege contra a caxumba, aumentou nas últimas semanas. 

“Houve uma demanda muito grande aqui no posto por conta das coisas que estão saindo de surto da doença no Rio. Mas aqui nós estamos com a situação sobre controle”. 

Thiago Lima, de 35 anos, veio trazer a filha Júlia Lima, de 4, para se vacinar. Ele conta que as informações são válidas para que a população não fique assustada sobre a possibilidade de uma possível epidemia da doença. 

“Acho importante e bem válido essa divulgação da vacina porque evita uma preocupação das pessoas com a doença. A Júlia já havia tomado a tríplice viral e agora veio tomar outra”, disse Thiago, enquanto afaga a pequena Júlia, ainda chorando após a injeção. 

Na cidade de São Gonçalo, a Secretaria de Comunicação da Prefeitura informou por meio de nota que estão sendo investigados 12 casos da doença e que a partir de semana que vem será realizado um trabalho educativo e de prevenção com as crianças da rede pública de ensino.Em Itaboraí, a assessoria da Prefeitura, informou que ainda não foram registrados neste ano qualquer caso de caxumba.  

A Fundação Municipal de Saúde de Niterói aguarda orientações da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro em caso de necessidade de alteração da rotina de vacinação da população. 

Doença – A caxumba costuma se manifestar durante o inverno em crianças e adolescentes, sendo transmitida através de um vírus da família do Paramixovírus. O vírus está presente em secreções transmitidas pela saliva, tosse ou espirros, atacando as glândulas salivares, próximo ao ouvido e ao maxilar, gerando o inchaço dessas regiões. A caxumba pode gerar meningite e levar ao óbito. Os sintomas da doença são febre, calafrios, fraqueza, falta de apetite, dores de cabeça, musculares e embaixo da mandíbula.  

A melhor forma de prevenção do problema é a vacina.Quando a criança completa um ano, deve tomar a primeira dose que é tríplice viral e combate a caxumba, a rubéola e o sarampo. Aos 15 meses, os pais deverão levar o bebê para receber a segunda dose, que é tetraviral e previne além das doenças já citadas, a catapora.Se não tomar uma das duas doses quando criança e tiver até 19 anos, o jovem deve tomar as duas vacinas de uma vez. Com mais de 19 anos, recebe-se apenas uma dose do medicamento. A Fundação Municipal de Saúde vem realizando a imunização em crianças e adultos de Niterói.  

O subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde,  Alexandre Chieppe, destacou sobre como é feito o diagnóstico da caxumba.  

“O diagnóstico de caxumba é basicamente clínico. Entretanto, o exame de sangue pode ser solicitado, quando necessário, para ajudar a identificar a presença de anticorpos contra o vírus da caxumba", disse. 

Ele ainda salientou de que maneira é feito o tratamento da doença.  
 
“A caxumba é uma doença autolimitada, de baixa complexidade e letalidade, e o tratamento, sintomático. As indicações para tratamento de caxumba são: uso de medicamentos analgésicos e antitérmicos, além de repouso enquanto durar a infecção. É importante manter a observação para eventuais complicações, mesmo estas sendo raras. No caso de orquite (inflamação nos testículos), aconselha-se o uso de suspensório escrotal, além de repouso, para alívio da dor", relatou, destacando em seguida a eficácia da vacina.  
 
“A vacina é a forma mais eficiente de se prevenir contra a caxumba, assim como contra outras doenças. É preciso lembrar que não existe vacina com 100% de efetividade, então, não é impossível que ocorram casos em pessoas vacinadas. Vale destacar ainda que as vacinas distribuídas para a rede de saúde respeitam padrões mundiais de qualidade”, afirmou. 

Fonte:  Jornal o Fluminense 

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