4 de abr de 2016

Hospital de Americana confirma 4ª morte pela superbactéria KPC Vítima é um idoso que estava internado na instituição há um mês. Secretaria Estadual

Fonte Hospital Municipal de Americana (Foto: Reprodução / EPTV)Hospital Municipal de Americana confirma surto da superbactéria KPC  (Foto: Reprodução / EPTV)

O Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana (SP), confirmou nesta segunda-feira (4) a quarta morte pela superbactéria KPC. A vítima é um idoso que estava internado na instituição há um mês. Ao todo, 13 casos foram registrados no município.

A primeira ocorrência foi no mês de janeiro. A Secretaria Estadual de Saúde acompanha o surto da superbactéria no município.

Contágio
O contágio da bactéria KPC acontece por contato, mas não socialmente. No caso de pacientes acamados infectados, a chance é maior de uma contaminação. A KPC fica alojada no trato digestivo da pessoa infectada e aparece nas fezes e na urina, por exemplo.

"Os pacientes acamados não têm controle da sua excreção, evacuam na cama, na hora do banho, contaminando o ambiente, cama, mobília, avental. Acaba colonizando de bactérias a pele inteira e acaba afetando os órgãos internos. Enquanto está no trato digestivo não tem problema. O problema é quando atinge outros órgãos", explica o médico infectologista da unidade, Arnaldo Gouvea.

Risco
O maior risco é para os pacientes que estão com problemas graves de saúde internados no hospital. No entanto, uma pessoa com imunidade alta pode ter a bactéria no organismo sem qualquer manifestação de sintomas, e acaba eliminando-a naturalmente."

A bactéria pode ficar mais de um ano no trato digestivo, principalmente em pacientes acamados, sem se manifestar. O risco é praticamente nulo em pessoas com boa imunidade, tanto que a gente tranquiliza as pessoas que vão pra casa. Ela [KPC] pega quem tá superdoente", afirma o médico.

Outro surto

O Hospital Municipal de Americana registrou um surto da superbactéria KPC em 2014, quando, de fevereiro a março, sete casos foram confirmados do bacilo. Duas pessoas morreram. Na época, as cirurgias eletivas foram suspensas.

A bactéria tinha chegado ao hospital por meio de uma paciente infectada que havia sido transferida de Bragança Paulista (SP). O contágio ocorreu por contato, segundo a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar informou à época.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/04/hospital-de-americana-confirma-4-morte-pela-superbacteria-kpc.html

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Internação do Hospital Municipal de Americana (Foto: Reprodução / EPTV) do Hospital Municipal de Americana, onde há casos de infecção por KPC(Foto:Reprodução / EPTV)




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