30 de ago de 2015

Baixo nível de vitamina D aumenta risco de esclerose múltipla, aponta estudo

Pesquisadores da universidade canadense McGill confirmaram o vínculo entre baixos níveis de vitamina D e o risco de sofrer de esclerose múltipla, conforme publicação feita na revista especializada PLOS Medicine. De acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) cerca de 35 mil brasileiros são portadores da doença, responsável por interferir na capacidade cerebral e da medula espinhal.

A pesquisa analisou quase 15 mil pessoas que tinham esclerose múltipla e cerca de 24 mil indivíduos saudáveis. O trabalho conseguiu mostrar que aqueles com baixos níveis de vitamina D têm risco redobrado de desenvolver a doença, geralmente diagnosticada entre os 20 e os 50 anos.

No Brasil, neurologistas cariocas desenvolvem nova abordagem para tratamento

Depois de cino anos de estudo, neurologistas do Hospital São Francisco (RJ), liderados pelo chefe da Neurologia do hospital, Fernando Figueira, apresentaram um novo estudo sobre atrofia cerebral em pacientes com esclerose múltipla. O estudo, que analisou 191 pacientes, comprova redução do tamanho do cérebro mesmo em assintomáticos.

O especialista, que é membro da Sociedade Americana de Neuroimagem, da Academia Americana de Neurologia e da Academia Brasileira de Neurologia, defende que pacientes acometidos pela doença, mesmo sem apresentarem sintomas, não estão livres do problema. Seu estudo comprovou que 48,3% dos pacientes com esclerose múltipla assintomática apresentam diminuição do tamanho do cérebro, o que pode levar, a médio e longo prazos, à perda cognitiva gradual, causando lentidão no processamento de informações, dificuldade de planejamento e abstração e, consequentemente, dificuldades em executar tarefas diárias, inoperância profissional e até mesmo demência.

Figueira exemplifica: um paciente com esclerose múltipla que esteja aparentemente estável e sem surtos, tomando medicação em baixa dose, pode apresentar atrofia progressiva silenciosa. “Se ele hoje tem 25 anos, estará restrito a uma cadeira de rodas ou com demência já aos 35, por conta dessa atrofia contínua”.

Fonte: http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2015/08/29/baixo-nivel-de-vitamina-d-aumenta-risco-de-esclerose-multipla-aponta-estudo/

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