24 de mar de 2016

CFF aprova proposta para as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Farmácia

Diretores, conselheiros e representantes do CRF-RJ durante o encontro
Representantes do CRF-RJ participaram, nesta terça-feira, 22 de março, da abertura do II Fórum Nacional para Discussão das Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Farmácia. No encontro, no auditório do Windsor Hotel, em Brasília, foi analisada a proposta para elaboração das diretrizes curriculares dos cursos de graduação em Farmácia. Pelo CRF-RJ, estiveram presentes o vice-presidente, Doutor Robson Roney Bernardo; o secretário-geral, doutor José Roberto Lannes Abib; o conselheiro federal Alex Baiense; e a presidente da Comissão de Ensino do CRF-RJ, Andreia Bartachini Gomes.O evento, que terminou nesta quarta-feira, timha como objetivo debater uma proposta de atualização das diretrizes. Um documento foi elaborado a partir dos resultados dos fóruns estaduais, do Congresso Brasileiro de Educação Farmacêutica (Cobef) - realizado nos dias 10, 11 e 12 de junho de 2015, em Salvador (Bahia) - e de sugestões enviadas por sociedades e associações profissionais, ao Conselho Federal de Farmácia (CFF). Para a tarde desta quarta-feira está prevista a leitura do documento, aprovado pela categoria, que será encaminhado ao Conselho Nacional de Educação (CNE), do Ministério da Educação (MEC).

“Quatorze anos depois de implantadas, as diretrizes ficaram em descompasso com a realidade da profissão farmacêutica. E é muito natural que queiramos debater e aprovar uma proposta que harmonize as sugestões de todos os envolvidos com o ensino, em todo o País”, observou o Presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), doutor Walter Jorge João.

Ele salientou que a profissão farmacêutica é, hoje, “uma grande família”, e que, unida, ela tem conquistado importantes avanços. Disse, ainda, que a profissão está muito lá na frente, enquanto as diretrizes ficaram estanques, revelando a realidade farmacêutica de 14 anos para trás. Desde a sua implantação, vieram a prescrição farmacêutica, a Lei 13.021/14, a regulamentação da saúde estética, entre outras conquistas.

Na abertura do fórum, a representante da Executiva Nacional dos Estudantes de Farmácia (Enefar), Cristiane Manuela da Silva, ressaltou a importância de se discutir o ensino farmacêutico com a participação dos acadêmicos, e pediu que os debates em torno do tema sejam permanentes, e não se dê apenas em fóruns, congressos e outros eventos. “Eu peço aos organizadores dos eventos que fortaleçam, cada vez mais, a participação dos estudantes de Farmácia”, concluiu.

A presidente da Sociedade Brasileira de Farmácia Comunitária (SBFC), Carmen Íris Tolentino, em entrevista ao site do CFF, pediu que as diretrizes contemplem um modelo de ensino que torne o farmacêutico mais antenado com o mercado e, para isto, os currículos precisam trazer, de forma obrigatória, disciplinas voltadas para a gestão e para o empreendedorismo, para motivar os farmacêuticos a serem proprietários de farmácias, mas de forma bem-sucedida.

Já o representante da Associação Brasileira de Ensino Farmacêutico (ABEF), Paulo Arrais, em seu breve discurso, fez questão de destacar a vasta representação reunida no fórum. O evento, lembrou, conta com representantes de todas as instâncias do ensino, que vão dos estudantes aos professores e coordenadores, e isto certamente irá gerar um debate amplo e proveitoso.

A proposta em análise define, em seu Artigo 1º, o perfil do egresso dos cursos de Farmácia como “o profissional da saúde preparado para atuar no cuidado com o indivíduo, da família e da comunidade, com formação centrada na assistência farmacêutica, no conhecimento dos fármacos, dos medicamentos, de outros produtos para a saúde, de forma integrada às análises e toxicológicas, aos alimentos e aos cosméticos. A formação deve ser pautada em princípios éticos e científicos, capacitado para o trabalho nos diferentes níveis de complexidade do sistema de saúde, por meio de ações de prevenção de doenças, de promoção, proteção e recuperação da saúde, bem como na pesquisa e desenvolvimento de serviços e de produtos para a saúde”.

Dada à necessária articulação entre conhecimentos, habilidades e atitudes, a formação farmacêutica, de acordo com a proposta (Artigo 3º), deve estar estruturada em três eixos para contemplar o perfil do egresso: Cuidado em Saúde; Tecnologia e Inovação em Saúde; e Gestão em Saúde. Cada um desses eixos temáticos foi apresentado no plenário e votado pelos participantes.

O presidente do CFF fez questão de realçar que o projeto a ser debatido não pertence a nenhuma instituição, pois traduz a vontade de todos, por meio de um processo democrático. “Tudo o que concerne à profissão farmacêutica deve ser resultado da vontade da maioria”, afirmou Walter Jorge, adiantando que, assim que for aprovada, entregará em mãos a proposta ao presidente recém-nomeado do Instituto Nacional de Ensino e Pesquisa (Inep), Luiz Roberto Liza .

Fonte:http://crf-rj.org.br/portal/noticias/crf-rj-em-acao/1976-representantes-do-rio-participam-do-ii-forum-nacional-de-diretrizes-curriculares-nacionais.html

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