21 de fev de 2018

Ministério da Saúde destina R$ 13 milhões para aprimorar assistência farmacêutica

 
O montante será aplicado para dar mais agilidade no atendimento à população de 302 municípios e uma melhor organização dos estoques de medicamentos.
 

Em todo o Brasil, 302 novos municípios receberão incentivo financeiro do Ministério da Saúde para aprimorar a qualidade e estrutura dos serviços farmacêuticos das unidades de saúde. O valor de mais de R$ 13 milhões faz parte do Programa Nacional de Qualificação da Assistência Farmacêutica no âmbito do Sistema Único de Saúde (Qualifar-SUS).

Para ver a lista completa de municípios contemplados clique aqui.

O recurso incentiva o processo de aprimoramento, implementação e integração sistêmica das atividades da Assistência Farmacêutica nas ações e serviços de saúde. O objetivo é dar mais agilidade no atendimento à população e uma melhor organização dos estoques de medicamentos. A destinação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) do dia 2 de fevereiro. Em 15 de dezembro de 2017, o Ministério da Saúde liberou mais cerca de R$ 11 milhões para outros 327 municípios do país para estruturação do Qualifar-SUS.

Confira a lista de beneficiados em dezembro.

O QUALIFAR-SUS está organizado em quatro eixos (estrutura, educação, informação e cuidado). O programa engloba desde investimentos na estruturação dos serviços farmacêuticos até ações de cuidado ao usuário. Atualmente, o programa possui 2.211 municípios habilitados nas cinco regiões do País, que já receberam o recurso no momento da adesão.

A ampliação no investimento e no aprimoramento da informatização é um dos principais objetivos do Ministério da Saúde. A estratégia de qualificar os serviços de saúde integra o conjunto de investimentos já realizados por meio do outros Projetos de Qualificação da Assistência Farmacêutica. Em janeiro, a Pasta anunciou a criação do Programa Cuidados Farmacêuticos. O projeto piloto, que terá início em São Paulo, Bahia e Distrito Federal, beneficiará pacientes portadores de hepatite e artrite reumatoide com orientações e acompanhamento sobre uso racional de medicamentos. Até o final do ano, mais sete estados devem ser inseridos no projeto.

Por Gabriela Rocha, da Agência Saúde
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Número de casos de sarampo cresce 400% na Europa em 2017

O perigo do sarampo está de volta.
 
 
A Europa registrou 21.315 casos de sarampo em 2017, um crescimento de 400% em relação ao ano anterior. A alta foi puxada por Romênia, Itália e Ucrânia, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (20), durante um encontro dos ministros da Saúde europeus em Montenegro. Dos mais de 21 mil casos de sarampo em 2017, 35 terminaram em óbito.

A área entendida como "Europa" pela OMS engloba 53 países, sendo que 15 tiveram mais de 100 pessoas contaminadas. Ucrânia (5.562), Itália (5.006) e Ucrânia (4.767) lideram o ranking. O surto, segundo a entidade, se deve a vários fatores, como a queda da cobertura vacinal, a interrupção do fornecimento de vacinas e falhas nos sistemas de vigilância contra a doença.

Os outros países europeus com mais de 100 casos de sarampo são: Grécia (967), Alemanha (927), Sérvia (702), Tajiquistão (649), França (520), Rússia (408), Bélgica (369), Reino Unido (282), Bulgária (167), Espanha (152), República Tcheca (146) e Suíça (105).

"Mais de 20 mil casos e 35 vidas perdidas pelo sarampo são uma tragédia que simplesmente não podemos aceitar", afirmou Zsuzsanna Jakab, diretora da OMS para a Europa.

Erradicado no Brasil, o sarampo tem como principal sintoma as lesões vermelhas que aparecem pelo corpo, geralmente começando pelo rosto e indo em direção aos pés. Também são comuns febre alta, tosse persistente, irritação ocular e excesso de secreção no ouvido.
 
fonte: JB
 

17 de fev de 2018

Quanto o câncer custa à economia do Brasil?

O impacto humano do câncer é bem conhecido: são mais de 225 mil mortes no Brasil a cada ano. Mas agora, um estudo inédito também mediu as perdas que esse mal impõe à economia, levando em conta o recuo na produtividade causado pelos 87 mil óbitos registrados na população economicamente ativa - ou seja, pessoas com idade entre 15 a 65 anos.



A estimativa é de que o país sofra um prejuízo de US$ 4,6 bilhões anuais, o equivalente a R$ 15 bilhões e a 0,21% de toda a riqueza gerada.

O cálculo considera a renda média dos profissionais, quantos anos deixaram de ser trabalhados e com quanto eles poderiam ter contribuído economicamente por meio de salário e emprego até o final da carreira. Não foram incluídas crianças, pessoas que estavam em idade de aposentadoria e os gastos de saúde com os doentes.

"Se fossemos abraçar tudo (prejuízo econômico mais gastos com internação e medicamentos), estimo que as perdas totais seriam pelo menos o dobro do que avaliamos", afirma Isabelle Soerjomataram, coautora da pesquisa e membro da Agência Internacional para Pesquisa do Câncer (IARC, na sigla em inglês), órgão ligado às Nações Unidas.

O estudo analisa as perdas causadas pelo câncer à economia dos Brics (grupo de emergentes composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), e foi divulgado neste mês pela publicação científica "Cancer Research Epidemiology". Foram usados dados equalizados de 2012, que permitiram analisar o impacto econômico da doença para além dos indicadores triviais de incidência, mortalidade e sobrevivência.

Mais de dois terços dos 8,2 milhões de mortes anuais por câncer no mundo ocorrem em países de renda média e baixa - só os Brics concentram 42% desse total, ou seja, quatro em cada dez casos. Os prejuízos às economias desses países somam US$ 46,3 bilhões (aproximadamente R$ 150 bilhões) por ano, segundo os parâmetros da pesquisa.

Tabaco, obesidade e doenças infecciosas

A maior parte das perdas no Brasil ocorre por causa do câncer de pulmão, que tem o cigarro entre as principais causas. Só o custo das mortes por tabagismo foi estimado em US$ 402 milhões (R$ 1,3 bilhão) ao ano.



A obesidade também eleva o número de casos. "Taxas de obesidade que crescem rapidamente correspondem no Brasil a 2% dos casos de câncer em homens e quase 4% em mulheres. Isso aplicado aos resultados indica até US$ 126 milhões (mais de R$ 400 milhões) em perdas de produtividade por ano", diz o estudo.

Outra característica brasileira é o alto número de casos de origem infecciosa. "Em comparação com países desenvolvidos, temos uma alta incidência de tumores de origem infecciosa. É o caso do câncer de colo de útero por HPV, por exemplo", afirma a Marianna de Camargo Cancela, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que também participou do estudo.

"Também temos incidência de cânceres típicos de países desenvolvidos. Essa transição é puxada pelo enriquecimento e envelhecimento da população", explica a pesquisadora. Com isso, no Brasil há "a coexistência de doenças típicas de países em desenvolvimento e de países desenvolvidos".

A diferença de participação entre homens e mulheres no mercado de trabalho também foi considerada no estudo, revelando diferenças nas perdas econômicas de acordo com o gênero.

Na média, cada vida perdida por câncer no Brasil na população economicamente ativa gera uma perda média de US$ 53,3 mil (R$ 176 mil). Mas no caso das mulheres, são US$ 44 mil (R$ 145 mil), e no dos homens, US$ 60 mil (R$ 197 mil).

"A diferença entre o custo de uma vida feminina e uma masculina não chegou a nos surpreender. Usamos dados como renda, desemprego, participação na força de trabalho. São indicadores tradicionalmente mais baixos para mulheres, especialmente em países em desenvolvimento", afirmou a coordenadora da pesquisa, Alisson Pearce, do Registro Nacional de Câncer da Irlanda.

Envelhecimento e prevenção

De acordo com os pesquisadores, a abordagem mais inteligente para lidar com o problema é a prevenção. "Por isso estamos focando em recomendar investimentos nessa área", diz Soerjomataram.



As tendências de mudanças no Brasil no longo prazo dependem do tipo de câncer.

"A incidência de câncer de pulmão, por exemplo, tem diminuído, o que é um reflexo de políticas bem-sucedidas de controle do tabagismo. Então podemos dizer que no Brasil, em relação ao câncer por tabagismo, a tendência é melhorar", avalia Pearce.

"Por outro lado, com o envelhecimento da população, a incidência geral de câncer aumenta. Daí a necessidade de investir em políticas públicas que atendam à população como um todo", afirma.

"O Brasil está transacionando para um perfil de país rico. Por isso, eu imagino que o problema do câncer não vai diminuir no futuro. Se nada for feito, na verdade, o problema vai aumentar. O que estamos vendo é apenas o começo em termos de perdas. Elas certamente crescerão", complementa Soerjomataram.

Uma pesquisa do Inca prevê que 1,2 milhão de novos casos da doença devem surgir no Brasil no período 2018-2019.

Como o progresso impacta os casos de câncer

Os US$ 46,3 bilhões perdidos anualmente pelos Brics por causa da doença correspondem a 0,33% de seu Produto Interno Bruto somado. Nos países desenvolvidos, porém, as perdas são ainda maiores - chegam a 1% do PIB nos EUA, por exemplo.

Assim como o Brasil, os demais emergentes passam por uma transição epidemiológica, fase em que os tipos mais comuns de câncer deixam de ser predominantemente associados a causas inflamatórias e infecciosas, o que é típico dos países em desenvolvimento, e passam a ser causados por estilos de vida nocivos como o sedentarismo, sobrepeso e tabagismo, o que é característico dos países desenvolvidos.

"Quando ocorre uma transição econômica, em diversos países se observa um aumento nos casos de câncer que estão correlacionados aos fatores de padrão de vida. Há uma forte redução no número de casos de câncer causados por infecções. Essa mudança se observa em um ritmo acelerado nos emergentes, assim como é acelerado o crescimento econômico deles", explica Soerjomataram.

Apesar de apresentarem semelhanças, cada país do bloco emergente tem suas particularidades na área da saúde.

"As diferenças entre os Brics foram a coisa mais surpreendente que observamos. Apesar de terem perfis econômicos parecidos, sofrem com tipos de câncer distintos. Isso destaca a importância de desenvolver estratégias específicas para os problemas locais", diz Pearce.

Na Rússia e na África do Sul, as maiores perdas econômicas são causadas pelo câncer de pulmão - o mesmo caso do Brasil. Já na China, o câncer que gera mais perdas por mortes é o de fígado, enquanto que na Índia são os tumores relacionados à cavidade oral.
fonte: BBC Brasil
http://www.bbc.com/portuguese/geral-43047430

14 de fev de 2018

Curso de Farmácia da Unigranrio tem conceito 5 pelo MEC, e é destaque no Rio de Janeiro




Farmácia Unigranrio como sempre é destaque no Rio de Janeiro




Os professores Wallace Pacienza Lima e Simone Alves Herdy Pinto, da Escola de Ciências da Saúde, colaboraram nessa entrevista sobre o curso de Farmácia da Unigranrio, que é referência de ensino em todo o Estado do Rio de Janeiro. Eles apontaram a profunda mudança no papel do farmacêutico como profissional da área da saúde, as disciplinas que priorizam supervalorização do conhecimento, urgência em atualização no campo das ideias, técnicas e, tudo isso, de olho na prevenção e promoção da qualidade de vida da comunidade em geral. É assim que nossos mestres consideram o perfil do profissional farmacêutico, que hoje tem como um de seus objetivos a reflexão sobre como atuar no mercado de trabalho.
Uma prova de que o ensino passa por desafios além da sala de aula foi a participação de 10 alunos do curso de Farmácia da Unigranrio que, durante as Olimpíadas, atuaram no Laboratório Antidoping da Rio 2016. Essa universidade foi a única instituição de ensino particular a fazer parte da equipe multiprofissional que analisou cerca de 4 mil testes. Nossos professores têm mais novidades para contar nessa entrevista recheada de informações e fatos relevantes. Veja a seguir.

“O curso de Farmácia da Unigranrio está pautado na busca da excelência, tendo como foco o desenvolvimento pessoal e profissional do estudante, concebido de modo a integrar a formação humana e cidadã, sempre de maneira indissociável “.


“Professora Simone Herdy, da Escola de Ciências da Saúde, colaborou nas respostas desta entrevista”


Como funciona o curso de Farmácia na Unigranrio?

“O curso de Farmácia da Unigranrio tem tradição no ensino farmacêutico, formando profissionais de excelência há mais de 30 anos. Atualmente, há utilização de métodos de ensino inovadores em que o aluno é o foco principal do processo educacional, sendo estimulado a desenvolver competências relacionadas ao exercício da profissão. Isso tem proporcionado aprendizagem significativa no dia a dia. O corpo docente possui alta qualificação acadêmica e destacada atuação profissional. Nosso estudante vivencia atividades que unem experiências teóricas, práticas e de campo. O curso é ofertado em dois turnos (manhã e noite), e nossa matriz curricular é estruturada e focada na trabalhabilidade. O egresso obtém formação que contempla todas as áreas de atuação do farmacêutico e conclui sua formação de forma diferenciada, sendo capaz de se destacar no mercado de trabalho por ter siso estimulado através de aulas práticas de Tecnologia e Produção de Medicamentos, Alimentos e Cosméticos, Análises Clínicas e Toxicológicas, Farmácia Social e Hospitalar, desde o início da graduação”.


“A profissão farmacêutica tem ampla atuação no mercado de trabalho, de acor

“A profissão farmacêutica tem ampla atuação no mercado de trabalho, de acordo com Conselho Federal de Farmácia (CRF), existem cerca de 78 áreas de atuação para o farmacêutico, muitas delas destinadas ao profissional do medicamento, como Tecnologia e Produção de Medicamentos, Farmácia Social e Hospitalar, por exemplo. Os farmacêuticos formados na Unigranrio encontram um mercado de trabalho aquecido e com alta empregabilidade. Estima-se que existam cerca de 97 mil farmácias e drogarias no Brasil (ANVISA, 2016). Nosso país representa o quarto maior mercado farmacêutico do mundo, com aumento de investimentos no desenvolvimento de medicamentos inovadores, com utilização de nanotecnologia pelas indústrias farmacêuticas. Este mercado pode ser ainda mais promissor, segundo a Organização Mundial de Saúde. Além disso, atualmente há o fortalecimento da Farmácia Clínica, fortalecendo ainda mais o mercado profissional farmacêutico”.

“Wallace Pacienza Lima, da Escola de Ciências da Saúde, também colaborou nessa entrevista para o Portal Unigranrio”.
Como está o mercado de trabalho atualmente

“Aluna do curso de Farmácia durante trabalho de pesquisa no Laboratório de Farmácia da Unigranrio”.


Qual o perfil do aluno que pensa em seguir carreira no setor?


“O curso de Farmácia da Unigranrio está pautado na busca da excelência, tendo como foco o desenvolvimento pessoal e profissional do estudante, concebido de modo a integrar de maneira indissociável a formação humana e cidadã. Pode-se acrescentar a isso a qualificação para o exercício profissional, com o compromisso de assegurar aos profissionais formados a capacidade de se manterem permanentemente em desenvolvimento, de modo a garantir-lhes a trabalhabilidade. Dessa forma, o egresso do curso de Farmácia da Unigranrio apresentará:
Postura empreendedora, reconhecendo que a sua carreira profissional é fruto da sua trajetória acadêmica e da sua história de vida, linhas que se entrelaçarão para sempre.
Postura crítica, investigativa e propositiva, que valorizará a diversidade e a alteridade, respeitando todas as formas de existência humana.
Resolutividade, sendo capaz de tomar decisões pautadas em aspectos científicos, éticos e legais, considerando o uso apropriado, eficácia e custo-efetividade, da força de trabalho, de medicamentos, de equipamentos, de procedimentos e de práticas.
Perfil generalista, sendo capaz de integrar o conhecimento para a resolução eficaz de situações relacionadas à sua atuação profissional e a produção de conhecimento nas diversas áreas do âmbito profissional Farmacêutico.
Capacidade de trabalhar em equipes multiprofissionais, aplicando o seu conhecimento a favor do grupo e da resolução eficaz de situações, a fim de corroborar com o desenvolvimento social, com a promoção da saúde e com o respeito aos direitos humanos.


Por fim, o farmacêutico formado pela Unigranrio poderá trabalhar em todos os níveis de atenção à saúde, de forma a garantir a integralidade da assistência à saúde, baseado em conduta ética, científica e humanista”.

Onde o profissional de Farmácia pode trabalhar quando se formar?

“Com base no perfil citado no item 3, com cerca de setenta e oito áreas de atuação profissional, o farmacêutico tem sido cada vez mais solicitado em inúmeros segmentos da área da saúde. As áreas de maior destaque são: Os laboratórios de análises clínicas, onde o farmacêutico pesquisa, registra e realiza exames clínico-laboratoriais e toxicológicos. No Brasil existem mais de 5.500 laboratórios, onde os proprietários são farmacêuticos. Na indústria alimentícia, o profissional controla a qualidade das matérias-primas e do produto final, estudando e estabelecendo métodos para evitar e detectar adulterações e falsificações, a fim de impedir danos à saúde pública. Em farmácias magistrais, ele distribui medicamentos e prepara fórmulas personalizadas. O farmacêutico
é cada vez mais solicitado para atuar em frentes como o combate aos remédios falsificados e no cuidado com a qualidade dos medicamentos e dos alimentos. As farmácias e drogarias também são grandes empregadoras, já que a legislação obriga a que esses estabelecimentos tenham um farmacêutico responsável em tempo integral de funcionamento”.


Professor José Roberto Lannes Abib, reconhece todos os esforços de toda a equipe de funcionários, professores e da Diretoria principalmente do Magnifico Reitor Professor Arodu Cordeiro Herdy, sem a soma de todos não seriamos nota 5 (cinco) na visita realizada pelos auditores do MEC.
No ano de 2018 acreditando no potencial e da força de vontade dos jovens da região estaremos abrindo mais um curso de farmácia no Município de nova Iguaçu, assim como tempos projeto de expandia o laboratório de Analises Clinicas da UNIGRANRIO o Laborafe para o campus Barra a ser inaugurado ainda no primeiro semestre e em seis meses estaremos inaugurando os postos de coletas do laborafe em Nova Iguaçu e em Raiz da Serra, permitindo que todos possam fazer exames de qualidade a preços justos.



fonte: : http://www2.unigranrio.br/noticias/index.php/curso-de-farmacia-da-unigranrio-e-destaque-no-rio-de-janeiro/

6 de fev de 2018

Participe e Saiba tudo sobre o 45º Congresso Brasileiro de Análises Clínicas

NÃO FIQUE DE FORA, VEJA OS PROCEDIMENTOS PARA A REALIZAÇÃO DA INSCRIÇÃO NO 45º CBAC

 




A inscrição para o congresso, curso ou de acompanhante deverá ser feita através de nossa loja virtual, no site oficial do evento www.cbac.org.br, até o dia 31/5/2018 ou, após essa data, pessoalmente no local do evento – Centro de Convenções SulAmérica – Rio de Janeiro – RJ, a partir das 8 horas do dia 17/6/2018.
Formas de pagamento:
  • INSCRIÇÕES ANTECIPADAS
    • Boleto bancário – À vista
    • Cartão de Crédito – À vista ou parcelado
  • INSCRIÇÕES NO LOCAL
    • Espécie
    • Cheque à vista
    • Cartão de crédito – à vista e parcelado
O(A) participante que ainda não for sócio(a) da SBAC e desejar se associar no ato da inscrição no CBAC, poderá fazê-lo preenchendo o respectivo formulário, anexando os documentos solicitados e somando ao total do Congresso a taxa única para associação e a anuidade/2018. Esse total final poderá ser parcelado em até 10x sem juros, no cartão de crédito;
  • O(a) associado(a) SBAC que não esteja em dia com sua(s) anuidade(s) e deseja se inscrever no 45º CBAC como sócio(a), terá a(s) anuidade(s) anterior(es) a 2018 anistiada(s) – desde que não seja possuidor do TEAC, devendo o respectivo valor (R$ 302,00) ser acrescido ao valor total da inscrição no CBAC e podendo ser parcelado em até 10 vezes sem juros, no cartão de crédito;
  • A inscrição feita nas categorias “acadêmico de graduação”, “acadêmico de pós-graduação” ou “técnico de laboratório” deve ter a comprovação efetuada através do envio de respectivo documento, para o e-mail secretaria@lk.com.br até o dia 31/5/2018, ou caso não seja enviado até essa data, com a apresentação obrigatória na retirada de seu material, no local do evento. Em caso da não apresentação, deverá ser efetuado o pagamento da diferença de categoria;
  • A inscrição como “Visitante” permitirá o acesso somente à área da exposição de estandes. Não será permitido o acesso de Visitantes às conferências, mesas-redondas, encontros com o especialista, cursos, seminários de lâminas ou sessões interativas, ainda que desejando efetuar o respectivo pagamento da atividade;
  • Para inscrição em curso(s), seminário(s) de lâminas, encontros com o especialista e mini-cursos o(a) participante deverá solicitar obrigatoriamente sua inscrição para o Congresso;
  • Após a inscrição, não haverá troca da(s) atividade(s) escolhida(s) – curso(s) e/ou seminário(s) de lâminas e/ou Encontro com o Especialista;
  • A inscrição de acompanhante(s) deve ser obrigatoriamente solicitada por participante inscrito(a) no Congresso (não se aplica a inscritos na categoria Visitantes);
  • A inscrição como acompanhante não permite o acesso em nenhuma atividade científica. Somente permite o acesso às atividades sociais e à área da exposição científica (estandes);
  • Todas as inscrições de participantes (congressistas e acompanhantes inscritos) darão direito à participação em todas as atividades sociais oferecidas pelo evento;
  • Em caso de desistência, o(a) participante deverá formalizar o pedido, via fax ou e-mail e serão observadas as seguintes condições:
      • para as solicitações enviadas até o dia 31/5/2018 será reembolsado 50% do valor pago pela inscrição no Congresso e/ou de acompanhante. Lembramos que não há reembolso para inscrições em cursos e seminários de lâminas;
      • após o dia 31/5/2018 não haverá devolução de valores pagos; e
      • todas as devoluções serão efetuadas em até 15 dias úteis após o término do Congresso.


 

2 de fev de 2018

Atenção viajantes a Anvisa se reuniu com as companhias aéreas que atuam no Brasil para esclarecer os procedimentos sobre o Certificado Internacional de Vacinação.

Atenção viajantes a Anvisa se reuniu com as companhias aéreas que atuam no Brasil para esclarecer os procedimentos sobre o Certificado Internacional de Vacinação. A vídeo conferência serviu para esclarecer questões sobre a cobrança do certificado para os passageiros que viajam para fora do país.

Uma das dúvidas dos representantes das empresas foi sobre a validade dos certificados. De acordo com o coordenador de Saúde do Viajante da Anvisa, Marcelo Felga, todos os certificados internacionais emitidos pelo órgão devem ser aceitos pelas empresas. Isso porque todos os certificados internacionais de vacinação contra febre amarela passaram a ter validade para toda a vida, independentemente da data que consta no documento.

Dose Fracionada X Dose Padrão

Outra informação importante é que as companhias não precisam avaliar o certificado para saber qual o tipo de dose que o viajante tomou, já que os certificados internacionais no Brasil só são emitidos com dose padrão. A Anvisa também alertou as companhias para que só exijam o certificado de vacinação – CIVP para viajantes com conexões ou em trânsito para países que oficialmente exigem o documento

Exigência indevida

Pessoas que sejam impedidas de embarcar por falta do certificado para países que não constam na lista da OMS depaíses que exigem certificado internacional de vacinação devem comunicar à Anvisa. De acordo com os tratados internacionais sobre trânsito de viajantes, um país deve avisar a OMS antes de iniciar a cobrança do Certificado Internacional de Vacinação dos viajantes.


Tire suas dúvidas sobre certificado internacional de febre amarela.

fonte: ANVISA
http://portal.anvisa.gov.br/noticias/-/asset_publisher/FXrpx9qY7FbU/content/certificado-de-vacina-anvisa-se-reune-com-cias-aereas/219201?p_p_auth=Sia2tDcj&inheritRedirect=false&redirect=http%3A%2F%2Fportal.anvisa.gov.br%2Fnoticias%3Fp_p_auth%3DSia2tDcj%26p_p_id%3D101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3D_118_INSTANCE_dKu0997DQuKh__column-2%26p_p_col_count%3D1

10 de jan de 2018

Veja na integra a RDC da Anvisa que define requisitos mínimos para aplicação de vacina nas farmácia

Para ler a resolução completa, clique aqui. ou veja a baixo.

Publicado em: 28/12/2017 | Edição: 248 | Seção: 1 | Página: 2-59

Órgão: Diretoria Colegiada


RESOLUÇÃO - RDC Nº 197, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2017

Dispõe sobre os requisitos mínimos para o funcionamento dos serviços de vacinação humana.
A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe conferem o art. 15, III e IV aliado ao art. 7º, III, e IV, da Lei nº 9.782, de 26 de janeiro de 1999, o art. 53, V, §§ 1º e 3º do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Resolução da Diretoria Colegiada - RDC n° 61, de 3 de fevereiro de 2016, resolve adotar a seguinte Resolução da Diretoria Colegiada, conforme deliberado em reunião realizada em 12 dezembro de 2017, e eu, Diretor-Presidente, determino a sua publicação.
CAPÍTULO I
Das disposições iniciais
Seção I
Do objetivo
Art. 1º Esta Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) tem por objetivo estabelecer os requisitos mínimos para o funcionamento dos serviços que realizam a atividade de vacinação humana.
Seção II
Da abrangência
Art. 2º Esta Resolução se aplica a todos os serviços que realizam a atividade de vacinação no país, sejam eles públicos, privados, filantrópicos, civis ou militares.
Seção III
Das definições
Art. 3º Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições:
I- alvará de licenciamento ou equivalente: documento emitido pelo órgão sanitário competente dos Estados, Distrito Federal ou dos Municípios, contendo permissão para a prestação do serviço sob regime de vigilância sanitária;
II- ambiente: espaço fisicamente determinado e especializado para o desenvolvimento de determinada(s) atividade(s), caracterizado por dimensões e instalações diferenciadas, podendo constituir-se de uma sala ou de uma área;
III- área: ambiente aberto, sem paredes em uma ou mais de uma das faces;
IV- campanha de Vacinação Pública: constitui estratégia de vacinação de um determinado número de pessoas em curto espaço de tempo, com o objetivo do controle de uma doença de forma intensiva ou a ampliação das coberturas vacinais para complementação do trabalho da rotina, promovida por órgãos públicos de saúde;
V- Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP): documento reconhecido internacionalmente, que comprova a realização de vacinação ou profilaxia.
VI- erro de Vacinação: qualquer evento evitável que pode levar ao uso inapropriado de vacinas ou causar dano a um paciente. Pode estar relacionado à prática profissional e procedimentos, com possibilidade de acontecer se as normas e técnicas não forem cumpridas;
VII- Evento Adverso Pós-Vacinação (EAPV): Qualquer ocorrência após à aplicação da vacina e que, não necessariamente, possui uma relação causal com o produto;
VIII- profissional legalmente habilitado: profissional com formação superior ou técnica com suas competências atribuídas por lei;
IX- responsável Legal ou Representante Legal: Pessoa física investida de poderes legais para praticar atos em nome da pessoa jurídica;
X- responsável Técnico (RT): Profissional legalmente habilitado, formalmente designado pelo Responsável Legal para manter as rotinas e os procedimentos de um serviço;
XI- sala de Vacinação: ambiente envolto por paredes em todo seu perímetro e pelo menos uma porta, destinada à administração das vacinas;
XII- vacinação Extramuros de Serviços Privados: atividade vinculada a um serviço de vacinação licenciado, que ocorre de forma esporádica, isto é, através de sazonalidade ou programa de saúde ocupacional, praticada fora do estabelecimento, destinada a uma população específica em um ambiente determinado e autorizada pelos órgãos sanitários competentes das secretarias estaduais ou municipais de saúde;
XIII- vacinas: medicamentos imunobiológicos que contêm uma ou mais substâncias antigênicas que, quando inoculadas, são capazes de induzir imunidade específica ativa, a fim de proteger contra, reduzir a severidade ou combater a(s) doença(s) causada(s) pelo agente que originou o(s) antígeno(s).
CAPÍTULO II
Dos requisitos para o funcionamento do serviço de vacinação
Seção I
Das condições organizacionais
Art. 4º O estabelecimento que realiza o serviço de vacinação deve estar devidamente licenciado para esta atividade pela autoridade sanitária competente.
Art. 5º O estabelecimento que realiza serviço de vacinação deve estar inscrito e manter seus dados atualizados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde - CNES.
Art. 6º O estabelecimento que realiza serviço de vacinação deve afixar, em local visível ao usuário, o Calendário Nacional de Vacinação do SUS, com a indicação das vacinas disponibilizadas neste calendário.
Seção II
Dos recursos humanos
Art. 7º O estabelecimento que realiza o serviço de vacinação deve ter um Responsável Técnico e um substituto.
Art. 8º O serviço de vacinação deve contar com profissional legalmente habilitado para desenvolver as atividades de vacinação durante todo o período em que o serviço for oferecido.
Art. 9º Os profissionais envolvidos nos processos de vacinação devem ser periodicamente capacitados pelo serviço nos seguintes temas relacionados à vacina:
I- conceitos básicos de vacinação;
II- conservação, armazenamento e transporte;
III- preparo e administração segura;
IV- gerenciamento de resíduos;
V- registros relacionados à vacinação;
VI- processo para investigação e notificação de eventos adversos pós-vacinação e erros de vacinação;
VII- Calendário Nacional de Vacinação do SUS vigente;
VIII- a higienização das mãos; e
IX- conduta a ser adotada frente às possíveis intercorrências relacionadas à vacinação.
Parágrafo único. As capacitações devem ser registradas contendo data, horário, carga horária, conteúdo ministrado, nome e a formação ou capacitação profissional do instrutor e dos profissionais envolvidos nos processos de vacinação.
Seção III
Da infraestrutura
Art. 10 O estabelecimento que realiza o serviço de vacinação deve dispor de instalações físicas adequadas para as atividades de vacinação de acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada - RDC n° 50, de 21 de fevereiro de 2002, ou regulamentação que venha a substituí-la, e devendo ser dotado, no mínimo, dos seguintes itens obrigatórios:
I- área de recepção dimensionada de acordo com a demanda e separada da sala de vacinação;
II- sanitário; e
III- sala de vacinação, que deve conter, no mínimo:
a) pia de lavagem;
b) bancada;
c) mesa;
d) cadeira;
e) caixa térmica de fácil higienização;
f) equipamento de refrigeração exclusivo para guarda e conservação de vacinas, com termômetro de momento com máxima e mínima;
g) local para a guarda dos materiais para administração das vacinas;
h) recipientes para descarte de materiais perfurocortantes e de resíduos biológicos;
i) maca; e
j) termômetro de momento, com máxima e mínima, com cabos extensores para as caixas térmicas.
§ 1º Em situações de urgência, emergência e em caso de necessidade, a aplicação de vacinas pode ser realizada no ponto de assistência ao paciente.
§ 2º O equipamento de refrigeração para guarda e conservação de vacinas deve estar regularizado perante a Anvisa.
Seção IV
Do gerenciamento de tecnologias e dos processos
Art. 11 O serviço de vacinação deve realizar o gerenciamento de suas tecnologias e processos conforme as atividades desenvolvidas e que contemple, minimamente:
I- meios eficazes para o armazenamento das vacinas, garantindo sua conservação, eficácia e segurança, mesmo diante de falha no fornecimento de energia elétrica;
II- registro diário da temperatura máxima e da temperatura mínima dos equipamentos destinados à conservação das vacinas, utilizando-se de instrumentos devidamente calibrados que possibilitem monitoramento contínuo da temperatura;
III- utilização somente de vacinas registradas ou autorizadas pela Anvisa; e
IV- demais requisitos da gestão de tecnologias e processos conforme normas sanitárias aplicáveis aos serviços de saúde.
Art. 12 O serviço de vacinação deve adotar procedimentos para preservar a qualidade e a integridade das vacinas quando houver necessidade de transportá-las.
§ 1º As vacinas deverão ser transportadas em caixas térmicas que mantenham as condições de conservação indicadas pelo fabricante.
§ 2º A temperatura ao longo de todo o transporte deve ser monitorada com o registro das temperaturas mínima e máxima.
Art. 13 Os serviços de vacinação devem garantir atendimento imediato às possíveis intercorrências relacionadas à vacinação.
Parágrafo único. O serviço de vacinação deve garantir o encaminhamento ao serviço de maior complexidade para a continuidade da atenção, caso necessário.
Art. 14 A administração de vacinas em estabelecimentos privados e que não estejam contempladas no Calendário Nacional de Vacinação do SUS somente serão realizadas mediante prescrição médica.
Parágrafo único. A dispensação deve necessariamente estar vinculada a administração da vacina.
Seção V
Dos Registros e Notificações das Vacinações
Art. 15 Compete aos serviços de vacinação:
I- registrar as informações referentes às vacinas aplicadas no cartão de vacinação e no sistema de informação definido pelo Ministério da Saúde;
II- manter prontuário individual, com registro de todas as vacinas aplicadas, acessível aos usuários e autoridades sanitárias;
III- manter no serviço, acessíveis à autoridade sanitária, documentos que comprovem a origem das vacinas utilizadas;
IV- notificar a ocorrência de eventos adversos pós-vacinação (EAPV) conforme determinações do Ministério da Saúde;
V- notificar a ocorrência de erros de vacinação no sistema de notificação da Anvisa; e
VI- investigar incidentes e falhas em seus processos que podem ter contribuído para a ocorrência de erros de vacinação.
Art. 16 - No cartão de vacinação deverão constar, de forma legível, no mínimo as seguintes informações:
I- dados do vacinado (nome completo, documento de identificação, data de nascimento);
II- nome da vacina;
III- dose aplicada;
IV- data da vacinação;
V- número do lote da vacina;
VI- nome do fabricante;
VII- identificação do estabelecimento;
VIII- identificação do vacinador; e
IX- data da próxima dose, quando aplicável.
Seção VI
Da realização de Vacinação Extramuros por Serviços Privados
Art. 17 Os serviços de vacinação privados podem realizar vacinação extramuros mediante autorização da autoridade sanitária competente.
§ 1º A atividade de vacinação extramuros deve observar todas as diretrizes desta Resolução relacionadas aos recursos humanos, ao gerenciamento de tecnologias e processos, e aos registros e notificações.
§ 2º A atividade de vacinação extramuros deve ser realizada somente por estabelecimento de vacinação licenciado.
Seção VI
Da Emissão de Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP)
Art 18 O serviço de vacinação poderá emitir o CIVP.
Parágrafo único. O serviço de vacinação deverá ser credenciado pela Anvisa para a emissão do CIVP.
Art. 19 A emissão do CIVP deverá seguir os padrões definidos pela ANVISA.
§ 1º A emissão do CIVP deverá ser realizada de forma gratuita.
§ 2º A emissão do CIVP deverá ser registrada em sistema de informação estabelecido pela ANVISA.
CAPÍTULO III
Das Disposições Finais ou Transitórias
Art. 20 As vacinações realizadas pelos serviços de vacinação serão consideradas válidas para fins legais em todo o território nacional.
Art. 21 O descumprimento das disposições contidas nesta resolução e no regulamento por ela aprovado constitui infração sanitária, nos termos da Lei nº. 6.437, de 20 de agosto de 1977, sem prejuízo das responsabilidades civil, administrativa e penal cabíveis.
Art. 22 Os serviços de vacinação que se encontram, no momento da publicação desta Resolução da Diretoria Colegiada, com licença vigente para esta atividade terão o prazo de 06 (seis) meses, contados a partir da data de publicação desta Resolução, para promover as adequações necessárias para o cumprimento dos requisitos estabelecidos nesta norma.
Parágrafo único. O prazo para adequação ao requisito disposto no § 2º, art. 10 será de 02 (dois anos), contados a partir da data de publicação desta Resolução.
Art. 23 Esta Resolução da Diretoria Colegiada entra em vigor na data de sua publicação.

JARBAS BARBOSA DA SILVA JR.




1º FÓRUM INTERNACIONAL DE TERAPIA CELULAR EINSTEIN ​ XXVI SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE HEMOTERAPIA E TERAPIA CELULAR


SOBRE O EVENTO


O evento visa proporcionar a atualização científica em terapia celular em diversas áreas, incluindo hematologia, oncologia, nefrologia, ortopedia, ginecologia e dermatologia. Abordaremos aspectos críticos no processamento das células, processo de liberação e aprovação de projetos nesta área. ​Conta com a participação de palestrantes internacionais e nacionais que apresentarão os resultados de suas pesquisas e as possíveis aplicações na pratica clinica.

PÚBLICO-ALVO


Farmacêuticos que atuam na área de terapia celular. Médicos hematologistas e hemoterapeutas, nefrologistas, neurologistas, pediatras, ortopedistas, ginecologistas, dermatologistas, infectologistas, oncologista.


ORGANIZAÇÃO​ COMISSÃO CIENTÍFICA E ORGANIZADORA

Aline Miranda de Souza
Andrea Tiemi Kondo
Araci Massami Sakashita
Denise Rahal Lobato
Jose Mauro Kutner
Luiz Vicente Rizzo
Nelson Hamerschlak
Oswaldo Keith Okamoto

REALIZAÇÃO

Hemoterapia e Terapia Celular 

ORGANIZAÇÃO 

Centro de Educação em Saúde Abram Szajman do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein ​

COMO CHEGAR

Auditório Moise Safra

Av. Albert Einstein, 627 – Morumbi – SP


Estacionamento: R$ 20,00 (valor com desconto - pagamento no local mediante apresentação de voucher – valor sujeito a alteração).


Em caso de dúvidas, ligue: (11) 2151-1001 | Opção 1​

​Morumbi

Av. Albert Einstein, 627 - São Paulo - SP

9 de jan de 2018

6 perguntas sobre o avanço da febre amarela e a vacinação contra a doença

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira uma nova campanha de vacinação contra a febre amarela, que "fraciona" o estoque de vacina para atingir cerca de 19 milhões de pessoas e frear avanço da doença no Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia.




O fracionamento, já adotado em crises da doença em outros países, ampliará a cobertura da imunização e visa garantir que o governo mantenha estoques caso surtos surjam em outras áreas do país. Na prática, a medida fará com que quem tomar a vacina fracionada tenha que repetir a imunização mais tarde.


"Fracionaremos a vacina para garantir cobertura rápida em curto período de tempo", disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros. "Não sabemos a extensão do que vai acontecer com a febre amarela neste ano e, por precaução, estamos regulando nosso estoque para eventual necessidade. Se surgirem outros focos em outros Estados, teremos condições de cobrir".
1. O que mudou na vacinação?


Nesta terça-feira, o Ministério da Saúde afirmou que entre fevereiro e março deste ano, 75 municípios dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia terão campanhas de vacinação com doses-padrão e doses fracionadas contra a febre amarela.


De acordo com Juarez Cunha, da SBIm, a vacina continua sendo exatamente a mesma - um soro que utiliza o vírus atenuado para fazer com que o organismo crie anticorpos contra ele.


A diferença é que a dose fracionada contém 0,1 mL do soro, o que representa um quinto da dose padrão. Quem receber esse tipo de vacina fica imunizado por menos tempo - pelo menos oito anos, segundo estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz).


Já quem recebe a dose padrão fica imunizado pela vida inteira, e só precisa ser vacinado uma única vez.


A frequência da imunização ainda causa confusão entre os brasileiros porque o país alterou recentemente o seu protocolo contra a febre amarela, por causa do surto de 2017.


A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda, desde 2014, apenas uma dose da vacina. Somente em abril de 2017, no entanto, o governo brasileiro decidiu adotar a norma. Até então, o protocolo brasileiro recomendava duas doses, com intervalo de 10 anos, para a proteção contra a doença.


Estudos científicos utilizados como base pela OMS demonstraram que apenas uma dose é suficiente para que o organismo continue tendo anticorpos para o resto da vida. No entanto, o Brasil manteve a segunda dose como reforço da primeira, já que é um país onde a doença é endêmica.


"Qualquer vacina que a gente faça pode ter uma falha primária - ou seja, uma resposta individual em cerca de 2% das pessoas em quem a vacina não funciona. Então se mantinha uma segunda dose para diminuir ainda mais os pouquíssimos casos de falha primária. O Brasil fazia isso justamente por ter passado por vários surtos de febre amarela. Não podíamos correr riscos", explica.


O surto de 2017 atingiu Estados onde a vacinação não era obrigatória, como o Espírito Santo e o Rio de Janeiro, e fez com que o Brasil precisasse utilizar parte do estoque estratégico de vacinas da OMS, por não ter o suficiente para ampliar a vacinação imediatamente.




2. Quem precisará ser vacinado novamente?


Agora, vale a seguinte regra, segundo o ministério: quem já recebeu a dose padrão da vacina uma vez não precisará recebê-la novamente.


Mas quem receber a dose fracionada - que só será administrada durante 15 dias em alguns municípios de SP, RJ e BA - terá um selo diferente em sua carteira de vacinação e precisará renovar a vacina em alguns anos, um período a ser determinado pelos estudos em andamento. 
Gêmeo doa metade da pele para salvar irmão que teve queimaduras em 95% do corpo 
3. Ainda há surto da doença no Brasil?


O Ministério da Saúde considera que o surto de febre amarela que atingiu o Brasil em 2017 - o maior com número de casos em humanos desde 1980 - acabou no último mês de julho.


De dezembro de 2016 a junho do ano passado, foram confirmados 777 casos e 261 mortes pela doença no país. Em agosto, o governo federal deu o surto como encerrado.


Desde então, 11 novos casos foram confirmados - oito em São Paulo, um em Minas Gerais, um no Rio de Janeiro e um no Distrito Federal. Quatro pessoas morreram e outros 92 casos estão em investigação. Também foram confirmados 358 epizootias (casos em animais).


Desde outubro, 26 parques municipais e estaduais foram fechados nas zonas norte, sul e oeste da capital e na Grande São Paulo por causa do alto índice de mortes de macacos infectados pelo vírus.


O governo paulista considera que ainda não há situação de surto na capital - a maior cidade do país - já que não há casos autóctones em humanos, mas apenas casos importados, ou seja, de pessoas que contraíram o vírus em outros municípios ou Estados.




4. A febre amarela chegou às áreas urbanas?


Até o momento, não. A febre amarela silvestre, que ocorre em áreas rurais, transmitida pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, é a variedade que ainda provoca surtos no Brasil. O país não registra casos de febre amarela urbana, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, desde 1942.


Mas a volta do vírus para as grandes metrópoles é a principal preocupação para os especialistas e para o governo, segundo o pediatra e especialista em vacinas Juarez Cunha, um dos diretores da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).


"Estamos muito suscetíveis a doenças transmitidas por mosquitos, ainda não sabemos se por causa da mudança climática, do avanço das cidades. E se temos muita dificuldade de controlar doenças como dengue, chikungunya e zika na área urbana, imagine na área rural", disse à BBC Brasil.
5. Por que o Ministério da Saúde decidiu fracionar a vacina?


A estratégia de fracionamento da vacina já foi utilizada em Angola e no Congo durante um surto de febre amarela silvestre em 2016. De acordo com o Ministério da Saúde, ela é recomendada pela OMS "quando há casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional e que não tinham recomendação para vacinação anteriormente".


Em entrevista coletiva nesta terça-feira, a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, disse que o objetivo é evitar que o surto de 2017 se repita.


"Para evitar que isso aconteça, estamos antecipando essa vacinação porque o vírus entrou em uma área com elevada densidade populacional", afirmou.


As notícias do surto recente e o pânico da população causaram uma explosão na demanda pela vacina. Especialmente porque muitas pessoas não têm comprovação de que já haviam sido imunizadas, segundo Juarez Cunha.


"Muita gente não tem mais o comprovante. Então quando há óbito em região com baixa cobertura vacinal, todo mundo resolve procurar vacina ao mesmo tempo e aí não tem vacina disponível para atender a demanda."


Ao longo dos anos, o mapa das regiões recomendadas de vacinação no Brasil foi se ampliando. Em 1997, segundo dados do ministério, a maior parte dos Estados do Nordeste, do Sudeste e do Sul ainda era considerada "indene", ou seja, não afetada pelo vírus.


Em 2017, toda a região Sul e quase todo o Sudeste têm recomendação permanente de vacinação, além de partes dos Estados da Bahia e do Piauí. Desde o último surto, o Espírito Santo tornou-se área de recomendação temporária.


Atualmente, a vacinação para febre amarela é recomendada e oferecida em 21 Estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Image captionFonte: Ministério da Saúde


6. Quem deve se vacinar?


A dose fracionada da vacina de febre amarela é recomendada apenas para pessoas a partir dos dois anos de idade.


Segundo o ministério, crianças com idade entre 9 meses e dois anos, pessoas com condições clínicas especiais (que têm HIV/Aids, que estão em fase final do tratamento de quimioterapia, entre outras, mas só após a avaliação dos serviços de saúde), gestantes e viajantes para outros países deverão receber a dose padrão da imunização.


Normalmente, a dose padrão é indicada para crianças a partir de 9 meses de idade (ou 6 meses em áreas de risco) e para adultos não vacinados.


A vacina é contraindicada para pacientes em tratamento de câncer, pessoas com imunossupressão e pessoas com reação alérgica grave à proteína do ovo.


Segundo a pasta, 19,7 milhões de pessoas em São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro deverão ser vacinadas na campanha - 15 milhões com a dose fracionada e outras 4,7 milhões com a dose padrão.


Em São Paulo, ela será aplicada em 52 municípios, no Rio, em 15 e na Bahia, em oito. Saiba aqui se o seu município é um deles.


A febre amarela causa sintomas como dor de cabeça, febre baixa, fraqueza e vômitos, dores musculares e nas articulações. Em sua fase mais grave, pode causar inflamação no fígado e nos rins, sangramentos na pele e levar à morte.


Para evitar a doença, o ministério recomenda usar repelente em crianças a partir de 2 meses de idade, evitar usar perfume em áreas de mata e, caso seja necessário viajar a áreas com registros da doença, tomar a vacina pelo menos dez dias antes da viagem.
Reportagem: BBC BRASIL
fonte: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-41798758