16 de fev de 2017

Saúde libera R$ 6,4 milhões para aprimorar assistência farmacêutica o Qualifar-SUS

O recurso será destinado para contribuir com o processo de aprimoramento, implementação e integração dos serviços
Cerca de mil municípios brasileiros vão receber R$ 6,4 milhões para aprimorar a qualidade e estrutura dos serviços farmacêuticos. A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Qualificação da Assistência Farmacêutica no âmbito do Sistema Único de Saúde (Qualifar-SUS). O recurso poderá ser destinado para a contratação de novos profissionais, além do aprimoramento dos serviços de conectividade dos locais,  para dar maior agilidade no atendimento à população e uma melhor organização dos estoques de medicamentos. A portaria de liberação financeira já foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).
A estratégia de qualificar os serviços de saúde integra o conjunto de investimentos já realizados por meio do Projeto de Qualificação da Assistência Farmacêutica e Intervenção Sistêmica da Assistência Farmacêutica nas Redes de Atenção à Saúde – QualiSUS-Rede. Desenvolvido em 15 regiões do país, em 486 municípios, o Programa já proporcionou compra de computadores, realização de pesquisa diagnóstica sobre os serviços farmacêuticos e ofertas educacionais na modalidade à distância para mais de cinco mil profissionais de saúde. Desde a criação do Programa, em 2012, o Ministério da Saúde já destinou mais de R$ 105 milhões para 1.582 municípios, 70% deles está inserido no Programa Brasil sem Miséria.
A ampliação no investimento e no aprimoramento da informatização é uma dos principais objetivos do Ministério da Saúde. “Temos que melhorar a qualidade dos serviços ofertados com recursos que temos disponíveis e, sem dúvidas, o investimento na informatização é um dos caminhos. Organizar as farmácias nas unidades públicas de saúde promoverá maior rapidez no atendimento” afirma o ministro da Saúde, Ricardo Barros.
Para ver a lista completa de municípios contemplados clique aqui.
O PROGRAMA - Para participar do Qualifar-SUS, o município deve estar na lista do Brasil Sem Miséria (Plano interministerial voltado para a população mais pobre) e fazer parte de outros programas da Atenção Básica, como o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ), Programa de Requalificação das Unidades Básicas de Saúde (Requalifica UBS), e o Hórus, sistema de Assistência Farmacêutica que permite o controle da compra, armazenamento, distribuição e dispensação dos medicamentos.
Organizado em quatro eixos (estrutura, educação, informação e cuidado), o programa engloba desde investimentos na estruturação dos serviços farmacêuticos até ações de cuidado ao usuário. A proposta é contribuir para o aprimoramento, implementação e integração das atividades da assistência farmacêutica nas ações e serviços de saúde, visando uma atenção contínua, integral, segura, responsável e humanizada.
Por Victor Araújo, da Agência Saúde
Atendimento à Imprensa - (61) 3315-3174/3580

Fonte: 

QualifarSUS disponibiliza manual com instruções técnicas A partir de agora, gestores, profissionais e trabalhadores do SUS

A partir de agora, gestores, profissionais e trabalhadores do SUS podem contar com o um manual com instruções técnicas focadas no Eixo Estrutura do Programa Nacional de Qualificação da Assistência Farmacêutica (QUALIFAR-SUS) do Ministério da Saúde. 

A publicação que está disponível no site do Qualifar SUS e na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) apresenta uma abordagem a respeito das inovações tecnológicas relacionadas ao programa e disponíveis para municípios e estados. Elaborado pela Coordenação de Assistência Farmacêutica Básica (CGAFB) do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF), da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (SCTIE/MS), o documento de cunho instrutivo também contém informações técnicas de apoio às ações de estruturação dos serviços farmacêuticos nos municípios habilitados no Eixo Estrutura do Programa além de apresentar experiências exitosas no uso dos recursos do programas em diversas cidades brasileiras.
Instituído por meio da Portaria n° 1.214, de 13 de junho de 2012, o QualifarSUS tem por finalidade contribuir para o processo de aprimoramento, implementação e integração sistêmica das atividades da Assistência Farmacêutica às ações e aos serviços de saúde, visando a uma atenção contínua, integral, segura, responsável e humanizada à população brasileira.
Dividido em quatro eixos, o QUALIFAR-SUS preconiza ações de estruturação física dos serviços farmacêuticos (Eixo Estrutura), a promoção da educação permanente e da capacitação dos profissionais na lógica das RAS (Eixo Educação), a disponibilização de informações sobre as ações e os serviços da Assistência Farmacêutica praticada no âmbito do SUS (Eixo Informação) e a elaboração de propostas de inserção da Assistência Farmacêutica (Eixo Cuidado) nas práticas clínicas.



Comissão Parlamentar do CRF-RJ e recebida por vereadores da Cidade do Rio de Janeiro



Antes mesmo do início do trabalho legislativo na Câmara do Rio, que aconteceu no dia 15/2, a Comissão Parlamentar e os diretores, Dr. José Roberto Lannes Abib e Dra. Talita Barbosa Gomes, se reuniu com vereadores em seus gabinetes e realizou agendamentos com objetivo de manter uma pauta positiva para a classe farmacêutica.Nesta primeira visita a comissão se reuniu com os vereadores Paulo Messila e Rafael Aloísio Freitas que fazem parte da comissão de finança, que se comprometeram em agendar uma reunião com os demais membros.
A comissão também foi recebida no gabinete dos Vereadores Cesar Maia e Gilberto, no qual foi solicitado um agendamento de reunião.
A Comissão Parlamentar foi representada pelo seu membro, também vice-presidente da ABF, Dr. José Liporage.

Diretoria do CRF-RJ divulga às datas do Evento "Diretoria em ação" pelo estado para o 1º semestre de 2017

Dando continuidade ao Programa de aproximação entre o Conselho Regional de Farmácia do Rio de Janeiro e os colegas Farmacêuticos.

Estamos tornando público e com  antecedência o programa do CRF-RJ "Diretoria em Ação 2017", às datas previamente agendadas para o encontro entre a Diretoria se faz necessário para que os colegas tenham tempo hábil de se programar para participar ativamente do encontro. Este ano estaremos inovando levando em consideração a experiência vivenciada pelos Diretores no programa "Diretoria em Ação 2016", assim resolvemos inciar os trabalhos com uma  palestra focada na fiscalização realizada pelo CRF-RJ, que vai tirar duvida é prestar esclarecimento da obrigatoriedade da fiscalização e os possíveis benefícios a classe farmacêutica e consequentemente a sociedade.
 Em seguida a diretoria estará à disposição para debater junto aos colegas o dia a dia da profissão, ouvindo e recebendo críticas, elogios e sugestões dos problemas ou melhorias vivenciado pelos colegas.
Segue abaixo às datas previamente acordadas pela Diretoria e coordenadores de seccionais:

=> 13 de Março na ABF
=> 16 de Março em Caxias 
=>  06 de Abril  em Itaperuna
=> 12 de Abril em Teresopolis 
=> 19 de Abril em  Campo Grande
=> 26 de abril em Niterói 
=> 08 de Maio em São Gonçalo 
=> 18 de Maio em Friburgo
=> 25 de Maio em Nova Iguaçu
=> 31 de Maio em Campos

O Diretor Prof José Roberto Lannes Abib, secretário geral do CRF-RJ, esclarece que a Diretoria está à disposição dos colegas Farmacêuticos, para agendar outras datas em outros municípios para discutir o presente e o futuro da profissão, os interessados devem encaminhar a solicitação para o e-mail diretoria@crf-rj.org.br

Obs.: Os horários e locais divulgaremos em breve.
O evento será organizado pelo coordenador local da área!

14 de fev de 2017

Presidente da Comissão Parlamentar Prof José Roberto Lannes Abib visita Vereadores.

Comissão Parlamentar do CRF-RJ e recebida por vereadores

Hoje a comissão parlamentar do CRF-RJ, neste ato representado pelos seus Diretores, Dr. Jose Roberto Lannes Abib e Dra. Talita Barbosa, e seu integrante e também Vice-diretor da ABF, Dr. José Liporage.


A comissão foi recebida no Palácio Pedro Ernesto, na Praça Floriano, pelos vereadores Paulo Messila e Rafael Aloísio Freitas que fazem parte da comissão de finança, o ilustre Vereador ficou de agendar uma reunião com os demais membros da comissão de finança.
Aproveitamos para ir ao gabinete do vereador Cesar Maia e Gilberto, na qual solicitamos agendamento de reunião.

2 de fev de 2017

Preso no Litoral Norte um farmacêutico que vendia anabolizantes e medicamentos de uso exclusivo em hospitais

A Polícia Civil prendeu um farmacêutico por crime contra a saúde pública em Balneário Pinhal, no Litoral Norte do Estado, na segunda-feira (30). Durante a ação, foram apreendidos anabolizantes e medicamentos de uso exclusivo em hospitais. O homem também fracionava a venda de medicamentos e comercializava amostras grátis.

Segundo o delegado Sander Cajal, a venda desses medicamentos sem a necessária prescrição médica põe em sério risco a saúde e a vida dos consumidores, em especial, a utilização de remédios controlados, cuja venda é legalmente vinculada à retenção do receituário médico. A ação contou com a participação do Conselho Regional de Farmácia. 

Fonte: https://www.google.com.br/amp/www.osul.com.br/preso-no-litoral-norte-farmaceutico-que-vendia-anabolizantes-e-medicamentos-de-uso-exclusivo-em-hospitais/amp/?client=safari

1 de fev de 2017

Presidente do CRF-RJ Dr. Marcus Athila, encaminhou a redação do Fantástico da Rede Globo um ofício a respeito da reportagem denominada “Testes revelam verdades sobre medicamentos genéricos no Brasil”

Senhores,
 Reafirmando, mais uma vez, a qualidade de seus programas, a edição do Fantástico, do último dia 29 de janeiro, exibiu toda a capacidade jornalística de sua equipe, cuja excelência é demasiadamente conhecida dos telespectadores brasileiros. 
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É de ver que a negligência da Anvisa, em descumprir suas atribuições fiscalizatórias, tem martirizado inúmeros consumidores, como vez por outra a Imprensa noticia. São desastres inconcebíveis que mais demonstram a luta voraz pela conquista de médicos e público pela via do simples e desenfreado mercantilismo. 
Se o descompasso, entre o que recomenda a técnica farmacêutica e a deficiência de substância ativa, é delito, conforme previsibilidade legal, estranha-se que aquela Agência tenha recebido a notícia, levada pelos encarregados da reportagem, com uma placidez omissiva que, inobstante, não usa com farmácias de manipulação, atormentadas por sucessivas Resoluções que lhes aplicam regras insuportáveis, como se indústrias fossem, o que tem gerado especulações de que esse rigor seletivo tem por fim a reserva de mercado às indústrias, quer produtoras de remédios de referência, ou de genéricos.
Vê-se, por isso, que o tema da reportagem, a impor um aprofundamento imprescindível, ultrapassa em muito a questão do confronto entre os medicamentos de referência e os outros, mesmo porque restou a sensação, ao telespectador, de que as indústrias dos medicamentos de referência, que não sofreram a mesma devassa investigativa, seriam as beneficiárias imediatas do temor infundido pela reportagem à população, o que resultará fatalmente no aumento do consumo dos medicamentos de referência.
De qualquer modo, deixar por conta de laboratório a incumbência de zelar pela pureza da elaboração de medicamentos e das pesquisas consequentes é, como disse o Mestre Doutor Anthony Wong, abandonar ao lobo a defesa do galinheiro. 
 O estabelecimento do método, a cargo das indústrias, a referendo da Anvisa, não passa de burocracia de frágil explicação e justificador de papelório vazio de racionalidade.
Na expectativa de que o tema, de grande importância social, não se perca com o mero passar do tempo, nem se resuma à indústria dos genéricos, colocamo-nos ao inteiro dispor dessa emissora de televisão para colaborar em futuras reportagens que levem ao povo temas de seu inalienável interesse.

Atenciosamente,
Marcus Athila - Presidente do CRF-RJ

31 de jan de 2017

ANVISA CONTESTA FANTÁSTICO, DA GLOBO, E ASSEGURA QUE GENÉRICO É SEGURO

A Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) divulgou uma nota nesta segunda-feira 30 para rebater reportagem do Fantástico, da TV Globo, veiculada neste domingo 29, que divulgou um teste feito com três princípios ativos mais consumidos no país em 2015, produzidos por nove laboratórios que fabricam 15 dos remédios mais vendidos
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247 - A assessoria de comunicação da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) divulgou uma nota nesta segunda-feira 30 para rebater reportagem do Fantástico, da TV Globo, veiculada neste domingo 29, que divulgou um teste feito com três princípios ativos mais consumidos no país em 2015, produzidos por nove laboratórios que fabricam 15 dos remédios mais vendidos.
O teste questiona a eficácia dos remédios. "O assunto preocupa médicos e pacientes", diz a reportagem. A Anvisa afirma no comunicado que o laboratório que fez os testes a pedido do Fantástico não é habilitado para efeito de análise fiscal, como informou o programa da Globo. A agência também demonstra "espanto" sobre o fato de não terem sido feitos testes de bioequivalência, "que é, em todo o mundo, o teste mais importante e conclusivo para definir se um genérico é realmente equivalente ao medicamento de referência".
Confira a íntegra da nota:
A respeito da matéria “Fantástico testa a qualidade dos genéricos mais vendidos no Brasil”, exibida pelo programa na TV Globo neste domingo (29/01), na qual foram avaliados quinze medicamentos genéricos com os princípios ativos dipirona sódica, losartana potássica e sildenafila, a Anvisa esclarece:  
O Centro de Estudos e Desenvolvimento Analítico Farmacêutico (CEDAFAR) da Universidade Federal de Minas Gerais, contratado pela produção do Fantástico para os estudos, nunca foi habilitado pela Anvisa para realizar testes em medicamentos para efeito de análise fiscal. A análise fiscal, que é efetuada em drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, destinada a comprovar a sua conformidade com a fórmula que deu origem ao registro, segue regras definidas pela Agência, garantindo-se sempre a coleta de três conjuntos de amostras do medicamento a ser analisado; a possibilidade de o teste ser acompanhado por um perito indicado pela empresa; e sua realização exclusivamente em laboratório habilitado para esse fim. Esse rigor é necessário para evitar concorrência desleal entre fabricantes, que poderiam encomendar testes em laboratórios não habilitados apenas para gerar dúvidas sobre produtos concorrentes.
O CEDAFAR é habilitado pela Agência, assim como outros laboratórios, apenas para realizar ensaios de equivalência farmacêutica visando o processo de registro de medicamento. Esses testes são, depois de realizados, analisados tecnicamente pela Anvisa, que verifica sua consistência técnica, juntamente com outros parâmetros, e decide pela concessão do registro. O CEDAFAR já teve sua habilitação para realizar esses testes suspensa pela Agência em duas ocasiões, a última delas no período de 12/09/2015 até 03/02/2016, pois nenhum de seus equipamentos, na inspeção realizada pela Anvisa, estava calibrado de acordo com as normas vigentes. A informação de que o CEDAFAR não é habilitado para realizar testes de análise fiscal foi repassada à reportagem, mas foi sonegada pelo Fantástico aos seus espectadores, dando a falsa impressão de que o laboratório é credenciado para todos os tipos de testes.
Causou espanto, também, a alegação dada pela reportagem de que o teste de bioequivalência dos medicamentos, que é, em todo o mundo, o teste mais importante e conclusivo para definir se um genérico é realmente equivalente ao medicamento de referência, não foi realizado por “questões éticas”. Isso não é verdade. Não haveria nenhum impeditivo ético para que esses testes fossem realizados, desde que cumpridas as normativas éticas vigentes de serem submetidos e aprovados por um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) credenciado no Comitê Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) do Conselho Nacional de Saúde/MS. Pelo contrário, uma vez realizados tais testes, eles poderiam fornecer uma informação conclusiva.
Testes de bioequivalência são realizados em voluntários sadios e medem a concentração do produto no sangue, possibilitando, sem nenhuma dúvida, a avaliação definitiva sobre a ação real do medicamento no organismo humano. Os testes que foram realizados pelo laboratório contratado pelo Fantástico – de teor e de dissolução do princípio ativo – são importantes, mas não suficientes. Ou seja, não são capazes de assegurar a equivalência farmacêutica dos medicamentos genéricos com os medicamentos de referência, o que é feito pelo teste de bioequivalência, que não foi realizado para a reportagem.
Essa regra de tomar o teste de bioequivalência como o definitivo para avaliar os medicamentos genéricos é utilizada pela Anvisa, assim como pelas agências de medicamentos dos Estados Unidos, Canadá e Japão e países da Europa, entre outros.
Porém, ainda que o Fantástico tenha exibido resultados de testes realizados sem o cumprimento dos requerimentos técnicos e regulatórios para uma análise apropriada, a Anvisa analisou os resultados, enviados pelo CEDAFAR, e informa que:
1 -  Todos os lotes de medicamentos com os princípios ativos sildenafila (duas amostras) e losartana potássica (oito amostras) estavam em condições sanitárias satisfatórias, ou seja, dentro dos padrões esperados. Os próprios laudos informaram que os lotes dos medicamentos testados são equivalentes aos medicamentos de referência. Esses resultados coincidem com os testes semelhantes que os produtores são obrigados a apresentar para solicitar o pedido de registro e que são, criteriosamente, analisados pela Agência antes de conceder o registro;
2 – Quatro das cinco amostras de dipirona sódica testadas estavam em condições sanitárias satisfatórias;
3 – O lote b16d1090 de dipirona sódica solução oral 500 mg/ml, da empresa Brainfarma, apresentou resultado aparentemente insatisfatório em relação ao teste de teor.  A concentração média de dipirona encontrada foi de 92,87%, valor inferior ao estabelecido como referência, que é de 95,00%. Apesar dos exames realizados por contratação do programa Fantástico não terem validade legal, a Anvisa, cumprindo sua missão de proteger a saúde da população e como o faz com qualquer denúncia sobre irregularidades em medicamentos, já iniciou os procedimentos para apurar se, nesse lote específico, existe mesmo teor inferior ao que é obrigatório. A Agência notificou a Brainfarma a prestar informações quanto ao lote analisado. Além disso, está em curso a coleta de análise fiscal do referido produto. Esses procedimentos têm regras bem definidas para que os resultados não deixem qualquer dúvida sobre sua interpretação. Serão coletadas três grupos de amostras (prova, contraprova e testemunho) e os exames serão realizados em laboratório oficial. Vale ressaltar que, em 2014, a Brainfarma, por ocasião de renovação do registro deste medicamento, apresentou à Anvisa estudo de equivalência farmacêutica, realizado por laboratório credenciado pela Agência, que concluiu pela equivalência farmacêutica da dipirona sódica. O laudo apresentado pela empresa, na ocasião, obteve resultado de teor de 104,19%. Os testes que ora a Anvisa está determinando a realização dirimirão qualquer dúvida e permitirão o esclarecimento se esse lote do medicamento se encontra regularmente dentro dos parâmetros exigidos;
4 – Sobre possível irregularidade em um lote do medicamento losartana potássica, comprimido 50 mg, da empresa EMS S/A, é preciso esclarecer que a metodologia utilizada pelo CEDAFAR foi diferente da que está autorizada e considerada como de referência pela Anvisa para testar a equivalência farmacêutica nesse medicamento. O teor médio encontrado de losartana potássica 50mg, da empresa em questão, foi de 94,82%, valor superior ao estabelecido como referência em seu registro vigente, que é de 90,00%. Utilizar metodologia diferente significa que não é possível comparar os resultados obtidos com aqueles que deveriam ser apresentados pelo produto, não havendo base técnica e científica para considerar que pode haver irregularidades;
5 -  Sobre os resultados dos testes dos perfis de dissolução dos lotes de losartana das empresas Medley, Geolab e Pratti, a Anvisa esclarece que a comparabilidade de perfil de dissolução entre o medicamento genérico e o medicamento de referência não é conclusivo para registro ou comercialização de medicamento genérico no Brasil, bem como estabelece as principais agências regulatórias do mundo;
5.1 – Na matéria do Fantástico, os especialistas que foram ouvidos não diferenciaram “dissolução” e “perfil de dissolução”, confundindo os dois conceitos. Não sabemos se por falha na edição ou por não saberem exatamente que teste havia sido realizado. Dissolução é um ensaio utilizado para controle de qualidade, enquanto o perfil de dissolução é apropriado para o desenvolvimento de formulações. Perfil de dissolução com meios farmacopeicos não tem como objetivo prever biodisponibilidade. Ou seja, não existe uma relação científica entre o desempenho de um medicamento no teste de perfil de dissolução e o comportamento que esse produto apresentará no organismo humano. A reportagem fez, portanto, afirmações completamente desprovidas de base técnica e científica. Todas as informações relativas às metodologias foram previamente prestadas pela Anvisa à reportagem. Porém, por motivos que desconhecemos, não foram utilizadas na matéria.
5.2 – Os medicamentos genéricos à base de losartana das empresas Medley, Geolab e Pratti apresentaram à Anvisa, no momento do seu pedido de registro, testes de bioequivalência satisfatórios. Portanto, são considerados equivalentes ao medicamento de referência;
6 - Diferente do que afirma a reportagem do Fantástico, a Anvisa não foi questionada sobre quantos laboratórios utilizaram metodologias próprias no registro do medicamento losartana potássica. A reportagem perguntou quais eram as metodologias específicas usadas nos registos de cada uma das losartanas potássicas analisadas pelo CEDAFAR. A Agência informou que as metodologias não famacopeicas desenvolvidas pelos fabricantes – e que foram analisadas e aprovadas durante o processo de registro - são disponibilizadas para os laboratórios oficiais quando estes realizam análise fiscal.
7 – As normas técnicas estabelecidas pela Anvisa baseiam-se sempre nas melhores evidências técnicas e cientificas disponíveis e nas melhores práticas internacionais. Dos comitês técnicos e grupos de trabalho que auxiliam a Agência na elaboração dessas normas, participam os melhores profissionais brasileiros de diversas áreas, assegurando-se sempre a ausência de qualquer conflito de interesse e a pluradidade. Assim, não há base nenhuma para a afirmação do Fantástico de que haja “divergências” entre a Agência e especialistas.
8 – A Anvisa realiza o monitoramento permanente da qualidade dos medicamentos comercializados no Brasil.  Em 2016, a Agência suspendeu a comercialização de 95 diferentes lotes de medicamentos com suspeitas de desvios de qualidade. Essa ação decorre tanto de inspeções de rotina em fábricas de medicamentos como em razão de queixas apresentadas por pacientes ou profissionais de saúde sobre suspeita de ineficácia de um determinado medicamento ou reações adversas não previstas;
9 – A Agência não recebeu nenhuma queixa de desvio de qualidade dos lotes dos medicamentos que foram “testados” no laboratório contratado pelo Fantástico e relacionados com possível ineficácia;
10 -  Para assegurar a qualidade dos medicamentos em uso no Brasil, sejam genéricos ou de referência, a Agência desenvolve um conjunto de ações complementares que incluem: a certificação da qualidade dos produtores; a análise dos registros e modificações de pós-registro; as ações de farmacovigilância; as inspeções nos fabricantes; e um programa de monitoramento da qualidade, chamado Proveme. Em 2016, 70% das amostras analisadas no âmbito desse Programa foram de medicamentos genéricos. Nenhuma dessas amostras foi considerada insatisfatória; e
11 – O consumo de medicamentos genéricos é seguro, assim como os de medicamentos de referência. É absolutamente equivocada, e perigosa para a saúde da população, a afirmação feita pela matéria de que caberia aos médicos indicar a cada paciente qual o genérico que tem qualidade. Os médicos não dispõem de meios para fazer tal afirmação. No mundo desenvolvido, são as agências regulatórias que estabelecem as normas para assegurar a qualidade, segurança e eficácia dos medicamentos. Opiniões individuais, sem qualquer base científica, podem ensejar orientações equivocadas, baseadas em preconceitos, em desinformação ou até mesmo em interesses comercias escusos. Nesse sentido, a matéria presta um desserviço à população ao fornecer informações incompletas e não oficiais sobre a qualidade de medicamentos.
12 - A Anvisa desenvolve, de forma contínua, esse conjunto de ações para garantir a qualidade, segurança e eficácia de todos os medicamentos produzidos em nosso país, sempre em convergência com as melhores práticas internacionais.
Assessoria de Comunicação da Anvisa
fonte: https://www.brasil247.com/pt/saude247/saude247/277731/Anvisa-contesta-Fant%C3%A1stico-da-Globo-e-assegura-que-gen%C3%A9rico-%C3%A9-seguro.htm

28 de jan de 2017

ABF realizará o Almoço do Dia do farmacêutico no dia 29 de janeiro

A celebração do Dia do Farmacêutico é realizada no dia vinte de janeiro e tradicionalmente a Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF), promove evento sócio/cultural para congregar a referida classe de profissionais. Este ano com o apoio do CRF/RJ realizará no 29 de janeiro de 2017 (domingo) às 12h, Um Almoço de Confraternização na Churrascaria Cruzeiro do Sul, localizada na Avenida Repórter Nestor Moreira, 42 – Botafogo/RJ.


Fonte: http://www.crf-rj.org.br/noticias/2641-abf-realizara-o-almoco-do-dia-do-farmaceutico-no-dia-29-de-janeiro.html 

24 de jan de 2017

Vem aí o 9º Congresso Riopharma de Ciências Farmacêuticas com o apoio da UNIGRANRIO

Vem aí o 9º Congresso Riopharma de Ciências Farmacêuticas com o apoio da UNIGRANRIO, trazendo temas atuais e de grande relevância para nossa atuação clínica. Já reserve a data na sua agenda, 21 e 22 de setembro. Aguarde outras informações em breve. Participe!
O Evento acontecerá no Campus I da Unigranrio.

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